quarta-feira, 30 de maio de 2012

FELICIDADE REALISTA - MARTHA MEDEIROS

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"A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor?
Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade."

Martha Medeiros

terça-feira, 29 de maio de 2012

PRESENTE NOTA 12

FOTO: CANINDÉ SOARES

Por
Leonardo Sodré

A conversa rolava solta na agência entre Mulher e Amiga. Para não variar os temas, sempre sobre moda, beleza, regime e sobre algumas pessoas. Mas, elas não falam de ninguém, apenas comentam. Neste dia de maio Mulher falava sobre a preocupação em comprar um presente de aniversário para a prima, porque estava sem dinheiro. Amiga não contou conversa e foi logo dizendo:

- Mulher, vamos lá ao bairro do Alecrim que tudo é barato, você vai ver...

- Mas, no Alecrim, Amiga? Retrucou Mulher. Eu nem sei andar no meio daquela confusão toda. Você sabe que meu negócio é shopping, a Oscar Freire de Natal – se referindo à avenida Afonso Penas, coisas de grifes. Você sabe como é.

- Besteira, Mulher. Vamos lá que ninguém vai saber e você compra um presente que vai fazer o maior sucesso.

E foram.

Já no bairro das coisas baratas, Mulher conseguiu rapidamente um estacionamento estratégico e como o carro era novo não se preocupou em ser reconhecida por alguém conhecido das baladas Vips que freqüenta semanalmente.

Entraram numa pequena loja que vendia de tudo, principalmente bijuterias e se encantaram com os preços. Mulher, em pouco tempo encontrou o presente que queria dar a sua prima, uma pulseira muito bonita por apenas doze reais. Comentou com Amiga:

- Amiga! Ela vai pensar que esta pulseira custou, no mínimo, cento e quarenta reais, pode acreditar.

Amiga não perdeu a oportunidade de tirar onda em cima da amiga, na frente da dona da loja:

- Tá vendo Mulher! E você cheia de preconceitos com o Alecrim...

Nesse ponto a dona da loja entra no assunto:

- Ora, minha filha - dirigindo-se a Mulher. Todos os dias vem gente chique feito você comprar coisas por aqui. Tem até dona de loja que compra roupa para vender mais caro no Plano Palumbo, sorriu divertida.

Quando chegaram, felizes, na agência, ainda comentavam as compras baratas que tinham feito e os colegas desconfiaram que tivesse rolado até compra de roupas na incursão alecrinense.

E, enquanto Mulher arrumava o presente, ainda preocupada em ter sido reconhecida andando naquelas lojas baratas, perguntei baixinho a Amiga quando iam voltar lá. Amiga abriu um sorriso e disse baixinho piscando o olho:

- Não diga a ninguém, mas eu acho que ela ficou viciada no Alecrim.

domingo, 27 de maio de 2012

A merenda da Aliança para o Progresso

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Ando preocupada comigo. Estou percebendo que, quanto mais esquecida estou das coisas do dia-a-dia, mais aguçada está minha memória da infância. Lembro-me de coisas do “arco da velha”. Das duas, uma: ou é o stress do meu corre-corre ou é coisa da idade e o meu primo alemão anda-me “sondando”.
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Década de 1960. Menina. Já havendo passado pela alfabetização na cartilha do ABC e pela Tabuada Aritmética com dona Mariinha, com direito a palmatória - pense num tempo difícil -, eu estava pronta para ingressar no 1º ano primário no Grupo Escolar Rural Nísia Floresta, minha primeira escola.
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Na nossa escola e acho que, como todas as escolas públicas daquela época, embora não nos déssemos conta, tínhamos um ensino de primeira qualidade. Pela manhã aula normal. À tarde, aula de trabalhos manuais (corte e costura, bordado, tricô, crochê, pintura e desenho) até a algum tempo mamãe ainda possuía algumas peças feitas por nós naquela época.
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Lembro-me que, às quintas-feiras, todos os alunos ficavam perfilados defronte a escola. Hasteavam a Bandeira do Brasil e cantávamos o Hino Nacional. Depois, íamos ao pátio interno para a sabatina cultural, em que era escolhido um aluno de cada turma para “declamar” poesias de autores brasileiros. Foi aí que “conheci” Gonçalves Dias na sua Canção do Exílio: “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá...”, e Olavo Bilac no seu “Ama com fé e orgulho, a terra em que nasceste; criança, não verás nenhum país como este!”.  Ainda me lembro das duas do começo ao fim. Assim como me vejo recitando.
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Havia, também, a merenda que era distribuída para nas escolas públicas do municio pelo programa norte-americano Aliança para o Progresso, que, aos meus olhos e paladar, era a coisa mais deliciosa do mundo. Porém, eu não tinha direito, pois “era filha de gente rica e aquele mingau era só para crianças pobres”. Pense numa injustiça dessas com uma criança! Mesmo assim cheguei a provar e me deliciar algumas vezes, trocando, às escondidas, com uma coleguinha, o meu lanche trazido de casa, pelo seu mingau. Há se fosse hoje!
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Para o meu consolo havia arroz doce de mamãe, que em nada lembrava o mingau da Aliança para o Progresso, mas era a nossa merenda da tarde.
23/01/2011






quarta-feira, 23 de maio de 2012

SOU COMO VOCÊ ME VÊ - CLARICE LISPECTOR

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“... É curioso como não sei dizer quem sou. 
Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. 
Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo... 
Sou como você me vê. 
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar. 
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. 
Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. 
Não me façam ser quem não sou. 
Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. 
Não sei viver de mentira. 
Não sei voar de pés no chão. 
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre." 

Clarice Lispector







terça-feira, 22 de maio de 2012

MUSSE DE GRAVIOLA

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Ingredientes
500 ml de polpa de graviola
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
Suco de 1 limão
1 envelope de gelatina incolor

Modo de Fazer
POLPA
Retire toda a polpa da graviola, tire os caroços da polpa e liquidifique com um pouco de água. Meça 500 ml de polpa. Reserve.

MUSSE
Hidrate a gelatina com 60 ml de água e dissolva mo microondas por 20 segundos.
Coloque no liquidificador a polpa, o suco do limão, a gelatina, o leite condensado e o creme de leite e bata muito bem.
Despeje em uma forma úmida, untada com óleo e passada na água, e leve a geladeira por aproximadamente seis horas.
Numa travessa desenforme a musse, passando uma faca ao redor da forma, regue com a calda de ameixa e sirva.


NOTA – SIRVA COM A CALDA DE SUA PREFERÊNCIA.











segunda-feira, 21 de maio de 2012

LEO AOS 5.8

LeoSodré
Por Mércia Carvalho

Pois é meu LeoSodré, lá se vai mais um ano de quilometragem rodada.
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Não. Não se sinta um rapaz “passado” pelo tempo, segundo Balzac “Cada idade da vida tem a sua juventude”.
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Você, embora estampando no corpo o passar dos anos, continua sendo o “menino” da sua mãe, que a cada dia aprimora o humor requintado e ferino, aflorado por um homem espirituoso e espiritualizado, que há seu tempo e do seu jeito, vai plantando o futuro vida a fora, pelas escolhas que faz. Nos amigos que cultiva. Nos textos que escreve. E, no amor das pessoas e pelas pessoas que o cercam.
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Este é o meu Leo, amadurecido e agora, também, um jovem pescador de grandes peixes. Eu juro!

domingo, 20 de maio de 2012

Brincando de Cozinhado

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Um dos paraísos da minha infância era o quintal da nossa casa.
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O nosso quintal parecia um sítio - além do terreno grande que ia de uma rua a outra, papai comprou e demoliu a casa vizinha duplicando-o de tamanho -, cheio de fruteiras, com dois poços de água, um dique que ele construiu só para lavar o seu carro - que usávamos como passarela nos nossos desfiles de moda ou de miss e palco teatral -, e a casinha suspensa feita de ripas de madeira pintada de branco, construída quando um dia ele inventou de criar galinhas de raça, que se transformou no nosso refugio lá no fundo do quintal.
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Lá era a nossa casinha de brincar e onde comecei a tomar gosto pelas coisas de cozinha. Era lá que fazíamos os nossos cozinhados.
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A nossa casa vivia cheia de amigas e os nossos cozinhados eram realizados sempre que havia abate de galinhas. Todos os “miúdos”, pés, asas e pescoços eram nossos, ou pequenos peixes quando, para desespero de mamãe, íamos pescar nos rios da redondeza.
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Cada participante contribuía com alguma coisa, frutas, verduras, arroz, feijão, contanto que tivéssemos todos os ingredientes para fazer o almoço e passássemos o dia todo na nossa casinha. Tínhamos, também, todos os apetrechos: panelas e fogareiro de barro, pratos de ágata e copos de alumínio> Portanto, utilizávamos poucas coisas da casa de mamãe.
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Geralmente, ela ficava de “olho” na “gororoba” que a gente ia comer e de vez em quando mandava alguém dar uma mãozinha, afinal, éramos uma “ruma” de crianças brincando com fogo. Ela, porém, não escondia a satisfação de nos ver, todas juntas, sob as suas asas protetoras, brincando no nosso quintal.
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Terminada a maratona do almoço, louça lavada e casinha arrumada, começavam as brincadeiras, geralmente um desfile de moda ou de miss, ou ainda, a encenação de um “drama”. Coitada de mamãe! Lá se iam suas roupas para os personagens e seus lençóis como cortinas de teatro.
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Independente do prato principal, muitas vezes complementado da cozinha de casa, o nosso feijão com arroz, era sempre um baião de dois, prato sempre presente nos nossos cozinhados do qual nos tornamos mestras, e que tinha um sabor inigualável feito por nós.
16/01/2011

sábado, 19 de maio de 2012

PEIXE EMBRULHADO

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Ingredientes
2 kg de filé de badejo
150 ml de azeite
4 colheres de sopa de alcaparras lavadas e escorridas
1 cebola grande fatiada
Tomilho fresco a gosto
Pimenta do reino a gosto
Sal a gosto
Papel alumínio para embrulhar

Modo de Fazer
Misture o azeite com as alcaparras, a cebola, o tomilho, a pimenta e o sal.
Cubra um refratário com papel alumínio, deite o filé de badejo e coloque o molho sobre o peixe, embrulhe bem formando um pacote bem fechado.
Leve ao forno para assar por aproximadamente 30 minutos.
Depois de assado, retire do forno, abra com cuidado o pacote e transfira para uma travessa.
Guarneça com batatas cozidas salteadas no azeite e polvilhadas com salsinha.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

NINHO GRATINADO

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Ingredientes
1 pacote de macarrão  tipo ninho
2  caixas de molho de tomate
1 copo de requeijão
50 g de cogumelo fatiado
50 g de azeitona, sem caroço, fatiada
300 g de peito de frango cozido e desfiado
300 g de muçarela
Caldo de galinha o suficiente (aproximadamente 1 litro)

Modo de Fazer
Forre um refratário grande com os ninhos de macarrão cru.
Preencha os ninhos com requeijão.
Junte o cogumelo, o molho de tomate e o frango.
Se necessário faça mais uma camada começando pelo macarrão e repetindo todo o processo.
Junte o caldo de frango até cobrir a massa e polvilhe com a muçarela.
Cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido, a 180º C, por cerca de 50 minutos.
Retire o papel alumínio e deixe dourar.
Sirva logo que sair do forno.

NOTA – Você pode substituir o frango pela mesma quantidade de carne moída usando o caldo de carne e também, a mesma quantidade de filé de camarão usando caldo de camarão ou de peixe.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

E por falar em soberba...

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Leonardo Sodré
Jornalista

Foi elucidativo o editorial assinado pelo jornalista Carlos Alberto Barbosa no seu espaço jornalístico http://blogdobarbosa.jor.br , nesta terça-feira, 15, sobre a soberba do ex-prefeito pedetista Carlos Eduardo Nunes Alves, ao mesmo tempo em que o admoestava a vestir as sandálias da humildade, com o título “É preciso deixar a soberba de lado e calçar as sandálias da humildade”.

Barbosa lembrou bem quando escreveu: “Não existe prefeito em férias e tampouco uma eleição não é decidida com base em pesquisas de intenção de voto”. Isso, porque o antigo gestor da terra de Poti se acha eleito diante de algumas pesquisas que não refletem o desejo dos eleitores de Natal. O experiente deputado federal Henrique Alves (PMDB) disse na semana passada que 70% dos eleitores ainda não estão interessados nas eleições de outubro, afirmação feita com base nas mesmas pesquisas realizadas até agora.

Ao longo do editorial Barbosa evolui, de forma sucinta, aos trâmites que levaram as contas de Carlos Eduardo a serem analisadas e votadas – pela aprovação ou não – pelo plenário da Câmara Municipal de Natal, Casa de Leis que ele parece detestar e que agora bate de frente analisando a legitimidade daquele poder de julgar suas contas, atribuindo a isso a um complô “politiqueiro e arbitrário”, com se ele, tal qual um homem de ferro, fosse imune aos deveres de um ex-administrador.

Aliás, Carlos Eduardo revela-se inábil politicamente bem como lembrou o jornalista, dizendo que a sua revolta também atingia a outro candidato a prefeitura. “Carlos atinge também o pré-candidato tucano a sucessão municipal, deputado Rogério Marinho, ao declarar que ele (Marinho) teria externado sem reservas, durante a solenidade que concedeu o título de Cidadão Natalense ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), na última quinta-feira (10), que “trabalharia com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) para demover o vereador Ney Júnior (DEM) da ideia de se abster em votações sobre processos de desaprovação de contas”, escreveu o jornalista.

O editorial também recorda as acusações do ex-prefeito à Micarla de Sousa, que segundo ele estaria enviando auxiliares para pressionar o voto dos vereadores.

O fato é que o ex-prefeito Carlos Eduardo Nunes Alves demonstra, diante da soberba que exala, que está muito preocupado com a possibilidade real de não poder ser candidato a sucessão de Micarla de Sousa. As acusações contra alguns parlamentares da CMN e o fato de quase exigir a aprovação do relatório do Tribunal de Contas do Estado, ameaçando entrar na Justiça, caso seja impedido pela Câmara de disputar a eleição, soa como uma chantagem porque, afinal, o seu caso ainda não foi votado.

Barbosinha tem razão. O ex-prefeito precisa urgentemente calçar as sandálias da humildade.

PUDIM EMBRIAGADO

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Ingredientes
1 xícara de chá de açúcar para caramelizar a forma
1 lata de leite condensado
1 e 1/2 lata de leite
4 ovos
60ml de licor de cacau
60 de conhaque ou run
2 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de chá de café solúvel
2 colheres de sopa de amido de milho

Modo de Fazer
Leve a fôrma com o açúcar na boca do fogão para caramelizar. Quando a calda estiver pronta, gire em torno da fôrma para cobri-la. Reserve.
Bata todos os ingredientes no liquidificador e despeje na forma caramelizada.
Leve para assar em banho-maria por cerca de 50 minutos, ou até firmar.
Leve para gelar e desenforme depois de frio.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O TEMPO - MÁRIO QUINTANA

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"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas! 
Quando se vê, já é sexta-feira... 
Quando se vê, já terminou o ano... 
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. 
Quando se vê, já passaram-se 50 anos! 
Agora é tarde demais para ser reprovado. 
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas. 
Desta forma, eu digo: 
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais." 

Mário Quintana 

terça-feira, 15 de maio de 2012

SALADA TROPICAL

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Ingredientes
1 abacaxi
2 maças com casca cortadas em cubos
½  xícara de chá de repolho
1 xícara de presunto em cubos
1 xícara de queijo prato em cubos
½ xícara de chá de castanhas de caju trituradas
½ xícara de uva passa preta
1 e ½ xícara de maionese
½ xícara de creme de leite (sem soro)
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Folhas de alface e cebolinha picada a gosto para decorar

Modo de Fazer
Corte o abacaxi ao meio e retire a polpa.
Coloque as bandas do abacaxi viradas para baixo em um tabuleiro forrado com papel toalha e deixe escorrer todo o líquido. Reserve.
Corte em cubos a polpa do abacaxi.
Corte as maçãs em cubos
Corte o presunto em cubos
Corte o queijo em cubos
Em uma tigela, junte o abacaxi, as maças, o aipo, o presunto, o queijo, as castanhas e as passas.
Junte a maionese e o creme de leite e tempere com sal e pimenta a gosto e misture muito bem.
Divida em duas partes iguais e coloque nas duas bandas do abacaxi. Leve a geladeira até a hora de servir.
Decore, a gosto, com as folhas de alface.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

CABRITADA

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Ingredientes
1 kg de carne de cabrito desossada
200gr de linguiça calabresa cortada em rodelas
100gr de azeitonas graúdas
2 dentes de alho amassados
1 cebola pequena ralada
½ copo de azeite de oliva
½ copo de vinho branco seco
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Alecrim desidratado a gosto
Cheiro verde a gosto
2 xícaras de arroz pré-cozido na água e sal
Água fervente o quanto baste

Modo de Fazer
Corte em pedaços e tempere a carne de cabrito com sal, pimenta, alecrim e o vinho e deixe marinar, de preferência de um dia para o outro, ou por pelo menos cinco horas.
Aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho.
Acrescente aos poucos a carne de cabrito e vá refogando até que todos os pedaços estejam dourados, coloque o resto da marinada e refogue até evaporar.
Vá adicionando água fervente, aos poucos, deixando cozinhar até que a carne esteja macia e com um pouco de caldo espesso e encorpado.
Frite em um fio de azeite a linguiça em rodelas e incorpore-a ao cabrito e deixe cozinhar por mais uns cinco minutos.
Acrescente o arroz pré-cozido, as azeitonas e o cheiro verde misture tudo e desligue o fogo.
Sirva com salada de folhas.

domingo, 13 de maio de 2012

FELIZ DIA DAS MÃES

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Oração das Mães

"Senhor, fazei que eu me lembre mais
das minhas responsabilidades do que
dos meus privilégios. Que eu saiba amar
meus filhos sem intenção
alguma de possuí-los.
Que eu conquiste o respeito dos
meus filhos em lugar de exigi-lo.
Que eu seja compassiva e compreensiva
ante os defeitos deles, sendo forte
também em corrigi- los, não tendo nunca
amor de "vista grossa", o triste falso amor
que sabe apenas fazer todas
as vontades das crianças.
Que eu tente projetar no coração
de meus filhos a vossa imagem de Pai
e que a minha imagem de mãe seja
um reflexo de vossa imagem de Pai.
Que eu os faça crescer, estes meus filhos,
bem mais por dentro do que por fora.
Que eu saiba dialogar
bem mais do que ensinar.
Que a fertilidade do meu ventre não seja
maior que a sublime fecundidade da
minha alma de mãe.
E que esta alma de mãe seja uma cópia do vosso
grande coração de Pai.
Amém."
(Extraído de a "Vida Iluminada - Página publicada em 10.07.04)






sexta-feira, 11 de maio de 2012

A ARTE DE SER FELIZ - CECÍLIA MEIRELES

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“Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. 
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. 
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. 
Mas, todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. 
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. 
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. 
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. 
Outras vezes encontro nuvens espessas. 
Avisto crianças que vão para a escola. 
Pardais que pulam pelo muro. 
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. 
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. 
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. 
Às vezes um galo canta. 
Às vezes um avião passa. 
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. 
E eu me sinto completamente feliz. 
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim”

Cecília Meireles

domingo, 6 de maio de 2012

Felicidade passei no vestibular...


E não é que passei mesmo!
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Naquela época só havia a Universidade Federal, e eu, uma aluna apaixonada por Geografia e História não poderia tentar passar em outra coisa. Logo eu, que durante toda minha vida estudantil só me prestava a ler e ler. Lia da revista O Cruzeiro, Fatos e Fotos, Manchete, Seleções Reader’s Digest, jornais, livros de História e Geografia Geral e do Brasil e tudo o que me caiam as mãos, mas, principalmente, os livros de literatura brasileira e enciclopédias, únicos e sábios presentes que papai nos dava.
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Viajava no tempo e no universo, deste a pré-história, passando pelo Egito e Roma antigos até Brasil Colônia. Olhando pro céu descobrindo astros e constelações, dando a volta ao mundo em busca de lugares e povos. Esse meu gosto pela leitura foi à base de tudo. Passei na minha primeira opção: Geografia.
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Embora tenha tirado o 1º lugar da minha escola na 5ª série do ensino primário e ter passado com louvor no exame de admissão (bem novinha!), confesso que nunca fui uma boa aluna nos quesitos matemática, química e física - pense numa Pelé - estudava só pra passar e não ficar em segunda-época, como se dizia naquele tempo, mas no resto eu tirava de letra. Não sei dizer quantos “100” tirei nas minhas matérias preferidas, nas provas, nos trabalhos e nas aulas que eu dava valendo nota. Afinal, segundo a Lei do meu pai, que os educadores de hoje não escutem, se não passasse de ano na escola era “pau na escola e pau em casa”.
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Havíamos de festejar! Papai e mamãe felizes resolveram fazer uma feijoada nordestina e chamar os amigos.
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Farra grande! Papai, o nosso dançarino preferido, no seu uísque e “nós outros” na cerveja e batida de limão, e a feijoada rolando no centro. Pela primeira e única vez vimos mamãe de porre - a coitada nunca bebeu nada na vida - misturou tudo e terminou com as filhas dando-lhe um banho para curar a carraspana.
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Eu havia conseguido a proeza. E lá estava eu, com o pé na universidade, saindo da adolescência e entrando para a responsabilidade da vida adulta.
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É a vida...
28/11/2010







quinta-feira, 3 de maio de 2012

COISAS QUE A VIDA ENSINA DEPOIS DOS 40 - ARTUR DA TÁVOLA

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"Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente..."


Artur da Távola





quarta-feira, 2 de maio de 2012

BOLO AMOR AOS PEDAÇOS

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Ingredientes
1 xícara (chá) de manteiga sem sal em temperatura ambiente
 2 xícaras (chá) de açúcar
 2 xícaras (chá) de farinha de trigo com fermento
 1 xícara (chá) de leite
 4 ovos

Cobertura
1 xícara (chá) de açúcar cristal
1 xícara (chá) de suco de laranja

Modo de Fazer
Bata os ovos inteiros, na batedeira, com todo o açúcar, até ficar um creme fofo.
A seguir, acrescente a manteiga, aos poucos.
Retire da batedeira, e junte a farinha alternando com o leite, só misturando.
Leve a assar em tabuleiro baixo, untado e polvilhado com farinha de trigo, por mais ou menos 30 minutos, até que a superfície esteja bem corada.
Asse em temperatura média.

Cobertura 
Misture todos os ingredientes numa vasilha, e espalhe sobre o bolo, assim que sair do forno.
Espere esfriar e corte em pedaços.

NOTA - O segredo deste bolo, como de todos os outros, está em utilizar os ingredientes à temperatura ambiente.

terça-feira, 1 de maio de 2012

CASQUINHAS DE CARNE DE CHARQUE

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Ingredientes
1 kg de charque sem gordura, dessalgada e desfiada.
1 xícara de chá de azeite
2 cebolas grandes em rodelas
4 dentes de alho picados
1 kg de macaxeira ralada no ralo grosso ou no processador
1 pimenta de cheiro picada
1/3 xícara de chá de coentro
1/3 xícara de chá de cebolinha verde picada
250g de queijo de coalho em quadradinhos
Sal a gosto
18 casquinhas de Vieira

Modo de Fazer
Numa panela, coloque o azeite com a cebola e em seguida o alho.
Quando estiver dourado, acrescente a carne, a mandioca e a pimenta.
Refogue mexendo sempre.
Após 10 minutos, a macaxeira deverá estar macia, fazendo liga com a carne.
Se ficar muito firme, acrescente um pouco de água para amolecer.
Coloque o coentro, a cebolinha e o queijo.
Misture e tempere com sal.
Coloque nas casquinhas de Vieira.
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