terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Lançamento da segunda edição da Revista Grande Ponto será nesta quarta-feira, 18


O lançamento da segunda edição da Revista Grande Ponto, projeto cultural da Lei Câmara Cascudo e patrocinada pela Cosern, será nesta quarta feira, 18, às 19h, no Clube dos Radioamadores do Rio Grande do Norte. 

Nesta edição o leitor irá conhecer o pioneirismo de José Bezerra Marinho, o primeiro radioamador da cidade. Também viverá o apogeu do Royal Cinema, que se estivesse em atividade teria completado 100 anos em outubro.

Na sequência das reportagens especiais, um pequeno passeio pelo Café Magestic, que reunia intelectuais, poetas, escritores etc. Depois verá texto sobre Newton Navarro, que se notabilizou pela arte plástica, poesia e romance, mas que foi esquecido como dramaturgo.

Viagem
Os restos da arquitetura de Natal, principalmente no Centro Histórico, renderam uma matéria que despertará a curiosidade. Vale à pena degustar uma viagem pela Natal de 1912, sobre o jornal “O Automóvel”, em um tempo em que os carros eram raros na capital potiguar.

Serviço
Revista Grande Ponto, número 02
Clube dos Radioamadores, Avenida Rodrigues Alves, vizinho a Cidade da Criança, Natal/RN
Dia 18
19h. 
Distribuição gratuita. 
Lei Câmara Cascudo
Patrocínio: Cosern
Foto da capa: João Maria Alves
Revista Online: http://revistagrandeponto.blogspot.com.br/ 
Mais informações: 9192-1305.

domingo, 24 de novembro de 2013

MEU PRESENTE DE ANIVERSÁRIO...

Minha filha Milena e eu.
Mãe,
Eu sempre me senti muito mais sua amiga que sua filha: presenciei suas dores, seus planos, suas alegrias, tudo bem de perto. Sem um filtro que normalmente existe, que distancia os filhos da verdade da vida de seus pais. 

Mas aí vem a história do tempo. Se hoje somos grandes amigas e partilhamos nossas angústias, nossas vitórias, nossos projetos, é porque o tempo me explicou que ele é o senhor das coisas. 

Eu precisei ser mãe para descobrir o valor do tempo. Um tempo sem fazer nada, assistindo TV junto, dando carinho, um tempo para ler uma história antes de dormir.
Eu precisei ser mãe para aprender a ser filha, para aprender a ouvir, para me permitir sentir dúvidas, me sentir frágil e querer colo.

E é nessa hora que eu me sinto mais sua filha que sua amiga: pois eu espero meses para deitar no teu colo e receber teu carinho, vendo TV, como se não existisse tempo. Porque nada pra mim é mais prazeroso que vê-la sendo avó, brincando com o meu filho, lendo revista, jogando bola, curtindo cada momento do tempo que vocês tem juntos. Nada pra mim é tão confortante quanto uma ligação sua, quase manhosa, que me diz “era só saudade”.

Sabe mãe, eu precisei que o tempo me mostrasse, de forma crescente, da infância até hoje, a grande pessoa que você é. O quanto você é forte, decidida e justa. O quanto é afetiva, amorosa e amiga. Eu tenho muito orgulho de tê-la na minha vida, na minha história. 

Mas não é apenas em minha lembrança e no meu coração que você está presente. Quando sinto que faço algo bem feito, quando encho o Tomás de carinho, quando repito várias vezes ao dia “eu te amo” para a minha família, quando me sinto feliz em receber os amigos em casa, eu paro e penso: você está presente nas minhas ações.

O tempo me ensinou ainda uma grande coisa, difícil porém importantíssima de aprender: você, que por ser mãe é sempre idealizada, também é gente, e por isso também tem fragilidades. Tem angústias, tem medos, comete erros, volta atrás. Sabe mãe, é nessa hora que me sinto feliz de poder, além de filha, ser sua amiga. Estou e estarei sempre pronta para te amparar na tristeza, para te ouvir na incerteza e para celebrar contigo suas alegrias.

Eu sou muito, mas muito, feliz de tê-la em minha vida. De tê-la na minha essência. 
Hoje, em teu aniversário, quero celebrar a tua vida, agradecer a tua força, tua alegria, teu amor. Tenho apenas um pedido: seja feliz e cuide-se. Você tem pelo menos 4 corações que batem muito forte por ti e que te amam exatamente assim, como você é.




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Paredão de som tira o sossego da praia de Barreta, Nísia Floresta, durante o feriadão de Nossa Senhora Aparecida

 

Por Mércia Carvalho
Cronista e blogueira

A Praia de Barreta viveu um final de semana de abuso por parte de um homem, que segundo populares seria um secretário da Prefeitura de Nísia Floresta, que utilizou de um equipamento sonoro conhecido como “paredão de som” durante todo o dia e noite do sábado e manhã do domingo, o que se configura em uma agressão ao bem estar das pessoas, tratando-se de uma manifestação de arrogância e prepotência, além de prática de crime ambiental de poluição sonora.

Será a prefeita permissiva para que um suposto auxiliar direto haja em detrimento ao bem estar da coletividade que vai a uma praia do município à busca de sossego? Que exemplo está dando esse senhor, secretário (conforme informações) ou não?

Qualquer cidadão quer seja secretário de prefeitura, ou não, não tem o direito de abusar. Qualquer um – como a maioria dos cidadãos que suportaram aquele barulho alcunhado de música nos dias 12 e 13 de outubro -, tem o dever de ser exemplo perante a sociedade.

Aqui a minha nota de repúdio como filha da terra e eleitora do município.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Milena, meu primeiro verdadeiro amor

Minha filha Milena

Por Mércia Carvalho
Em 29 de agosto de 2013.

     Há exatos 34 anos, às 10h de uma manhã de Sol, na Maternidade Januário Cicco, nascia Milena a minha filha mais velha, o meu primeiro verdadeiro amor. Sim, primeiro por uma questão cronológica, porque depois veio o segundo, minha filha Lucinha, o terceiro, meu filho Eduardo e o quarto Tomás, o meu neto. Por todos eles nutro o meu amor verdadeiro como se cada um deles fosse único - juntos e misturados -, não dá pra mensurar nem separar, coisas que só o coração de mãe sabe ver e sentir.
     Mas, hoje quero homenagear a minha menina-flor, primeira, que desde pequenininha encantou com sua beleza e inteligência. Tagarela como ninguém - falava pelos cotovelos - tinha um vocabulário e uma concordância verbal perfeitos para a idade. Sua desenvoltura em apresentar suas “corografias” – assim ela chamava coreografia - as quais ensaiava por horas a fio para mostrá-las sempre que havia algum espectador.
     Movida à música, sua voz melodiosa enchia a casa de sons, como se assim quisesse transmitir ao mundo sua alegria de viver. Apaixonada por Rita Lee vivia a cantar: “quero voltar invisível pra dentro da barriga da mamãe” e quase me mata de ciúmes quando, certo dia, me declarou que queria ser filha dela.
     Pelas suas performances, achei que poderia um dia ser mãe de uma cantora ou uma atriz. Mas, que nada! A minha flor desabrochou e, daquela criança linda e inteligente, vi surgir uma mulher admirável. E, é a esta mulher guerreira, justa e determinada, de quem tenho orgulho de ser mãe, que quero homenagear, agradecendo a Deus pela filha que Ele me concedeu. Pela mulher que se tornou!
     A você, minha flor amada, o meu verdadeiro amor.




terça-feira, 6 de agosto de 2013

COZIDO ESPANHOL

Imagem Google


Ingredientes
 1 kg de patinho em cubos
 50 ml de azeite de oliva
 2 dentes de alho fatiados
 2 cebolas em cubos
 1 paio cortado em rodelas
 1 linguiça calabresa cortada em rodelas
 2 sobrecoxas de frango sem pele em cubos
 5 tomates sem pele e sem sementes 
 1 pimentão verde em cubos
 1 xícara de chá de ervilha fresca ou congelada
 200g de vagem manteiga em tiras
 2 batatas inglesas em cubos
 2 batata-doce em rodelas
 1 cenoura em rodela
 2 colheres de sopa de extrato de tomate
 2 litros de água
 1 copo de vinho branco seco
 1 xícara de chá de abóbora picada
 2 xícaras de chá de repolho em tiras
 2 folhas de louro
 Sal e pimenta caiena a gosto  

Modo de Fazer
Doure no azeite o alho e cebola. 
Quando a cebola estiver quase dourada, aumente bem o fogo e junte à carne. Doure bem. 
Acrescente a linguiça em rodelas e o frango em cubos. 
Adicione os tomates, a ervilha, o pimentão, as batatas, a vagem, a cenoura, o extrato de tomate, o sal, a pimenta, a água e o vinho. 

Deixe cozinhar até que a carne fique macia. 
Coloque a abóbora, a batata doce e o repolho, cozinhando por mais uns 10 minutos. 
Sirva o caldo antes como entrada e as carnes e legumes na sequência acompanhados de arroz.




quarta-feira, 31 de julho de 2013

TORTA NAPOLITANA

Imagem Google

Massa Básica para Torta
Ingredientes
120g de manteiga sem sal
300g de farinha de trigo
¼ de xícara de creme de leite fresco
1 ovo ligeiramente batido
 Sal a gosto

Modo de fazer
Amasse delicadamente a farinha e o sal com a manteiga, junte os líquidos até obter uma massa macia e homogênea. 
Leve a geladeira por 30 minutos. 
Forre uma forma de fundo removível de 25 cm de diâmetro.

Creme de Queijo Minas
Ingredientes
400g de queijo minas frescal ralado
100g de salame italiano processado
½ xícara de creme de leite fresco
¼ de xícara de leite
3 ovos ligeiramente batidos
Sal, pimenta do reino, pimenta calabresa e temperos a gosto.
Folhinhas de manjericão fresco, salsinha e cebolinha a gosto.

Modo de fazer
Misture todos os ingredientes e coloque na forma forrada com a massa. 
Leve para assarem forno pré-aquecido por 30 minutos.





sexta-feira, 5 de julho de 2013

LUCINHA, DEZENOVE ANOS...

Minha filha Lucinha

Filhinha amada, tempo passa...
Lá se vão dezenove anos. Não são poucos nem são muitos, são somente dezenove anos...

E, mais uma vez, quero lhe afirmar o meu amor incondicional de mãe, falando de liberdade e responsabilidade, sonhos e realizações, porque na vida, cada passo dado, cada decisão tomada é que construímos o nosso futuro e o nosso passado. 

E liberdade, filha minha, é tão livre que não podemos nos deter a uma definição da palavra. Liberdade é conquistar com o nosso próprio esforço aquilo que desejamos. Liberdade é ser livre para agir e pensar conforme as nossas convicções, nos preparando para vivê-la durante toda a nossa vida.

A despeito de todos os obstáculos da vida é necessário sonhar. Lute pelo que você quer e acredita.

E acredite filhinha, que o sonho sempre é possível, desde que você o planeje e tenha força de vontade de realizá-lo.

Viva filhinha. Ame. Encante e seja encantada, levando sempre no rosto esse sorriso lindo de menina mulher. Isto é viver.  Isto é felicidade.  

Parabéns, minha filha, que Deus lhe abençoe
Com todo meu amor    

domingo, 23 de junho de 2013

A TAL LIBERDADE


Por 
Mércia Carvalho

Certa vez, em determinado período da minha vida, Lúcia a minha irmã caçula, me disse:

- Mércia, agora você tem sua liberdade!

E eu lhe questionei:

- E o que eu vou fazer com essa tal liberdade? Naquele momento de sofrimento e solidão, como eu iria entender sobre o que seria ser livre, no sentido amplo da palavra, se sempre, de muletas eu andara durante toda vida?

Mal sabia que aos quarenta e tantos anos, finalmente, estava dando os primeiros passos de liberdade para o meu crescimento como gente, como pessoa.

Às vezes, em meus devaneios, me questiono sobre o que fui como fui e por que fui aquela pessoa que se deixou levar pelas circunstâncias da vida sem fazer questionamentos, apenas me deixando levar.

Liberdade é felicidade. Ser livre é ser feliz. E vice versa.

Existem pessoas que vivem, a qualquer custo, presas a alguém ou alguma coisa, em busca da felicidade e com uma vontade imensa de ser feliz, mas não têm a tal liberdade. Porque ser ou se sentir livre e feliz, independe se você está só ou com alguém, se você tem ou deixa de ter alguma coisa, o importante é se amar para poder amar, respeitar, cuidar, compartilhar, sorrir, chorar, ser cúmplice, amigo e companheiro.

Enquanto livre, ela, a felicidade, estará bem ali, em frente aos seus olhos. Na sua saúde, no seu trabalho, no seu sonho realizado, nos seus filhos, no seu companheiro, na sua família, na companhia dos seus amigos, no despertar de mais um dia, numa lua brilhando no céu. Ela está, até mesmo, nos contratempos da vida. E é, principalmente, neles e por causa deles que você se descobre uma pessoa cheia de vida, capaz, em paz, livre e... Feliz.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

Eu e Léo


Amor maduro

O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas silencioso. Não é menor em extensão. É mais definido, colorido e poetizado. Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento. Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes. 

O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo. Mas vive dos problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer. Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro. 

Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro, está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o equilibrio de carne e de espírito. 

O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois. Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.

Ele não pede... tem. Não reivindica... consegue. Não percebe... recebe. Não exige... dá. Não pergunta... adivinha. Existe para fazer feliz. 

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão. Basta-se com o todo do pouco. Não precisa e nem quer nada do muito. Está relacionado com a vida e sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso. 

É feito de compreensão, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. É o sol de outono: nítido mas doce..., luminoso, sem ofuscar..., suave mas definido..., discreto mas certo. 

Um Sol que aquece até queimar. 

(Artur da Távola)






terça-feira, 21 de maio de 2013

LÉO AOS 5.9


Por 
Mércia Carvalho

Há muito ele deixou de ser adolescente para se tornar adulto prematuramente.
Adulto? Eu falei adulto? Quero dizer: Ele cresceu e assumiu responsabilidades de um adulto, casa, filhos, trabalho... Mas continua sendo o “menino grande de D. Marizinha”.

Este é o meu Léo, com um coração do tamanho de um bonde, seu humor ferino e sua alegria de viver e de escrever, porque lhe apetece escrever.

Depois de todas as fases da vida, está chegando lá. Agora aos 5.9 de quilometragem rodada, está quase SEX.

Esta idade é uma festa, de sonhos e possibilidades, porque a vida pode ser reinventada a cada momento e, ele com seu espírito liberto, sua imaginação prodigiosa, sua alegria e sua vontade de viver, chegará aos noventa e tantos anos, virando a noite por causa de uma música, por causa de um livro, por causa de um filme, por causa de uma roda de amigos... Sempre, com uma dose de "Montola" na mão.

Este é meu Léo, sem tirar nem pôr. Eu juro!




domingo, 12 de maio de 2013

FELIZ DIA DAS MÃES!

PRESENTE DE MÃE
Meus filhos: Milena, Lucinha e Dudu
Por 
Mércia Carvalho

- Mãe, o que você quer ganhar de presente no dia das mães? Perguntou-me Eduardo, meu filho caçula.

- Nenhum. Já tenho tudo. Respondi.

- Mas mãe... Tentou insistir.

- É filhinho, não precisa comprar nenhum presente para mim. O que eu quero é amor, carinho, respeito... E nada disso se compra, simplesmente se dar e se recebe, todos os dias, entendeu?

- Tá mãe, entendi.  Respondeu ele resignado.

Não sabe Eduardo, no alto dos seus doze anos, que ele e suas irmãs, Milena e Lucinha, são o presente maior que Deus me deu. Ainda me deu Tomás, meu neto amado e, quem sabe ainda me dará outros tantos. Quem sabe...

Mas Eduardo sabe, aos doze anos, da importância que ele, suas irmãs e o seu sobrinho Tomás, ocupam no meu coração e na minha vida.  E, que o amor, laço indissolúvel que nos une, seja dado e recebido, todos os dias pelo resto de nossas vidas.

A todas as mães, mães que são pais e mães, pais que são mães e pais, a minha mãe, a minha filha Milena, que me fez avó, um dia feliz cheio de amor.



Tocando em Frente

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais...

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz quem sabe?
Eu só levo a certeza do que muito pouco sei...
Ou nada sei...

Conhecer as manhas e as manhãs...
O sabor das massas e das maçãs...
É preciso amor pra poder pulsar...
É preciso paz pra poder sorrir...
É preciso a chuva para florir...

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente...
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada
Eu vou... Estrada eu sou...

Conhecer as manhas e as manhãs...
O sabor das massas e das maçãs...
É preciso amor pra poder pulsar...
É preciso paz pra poder sorrir...
É preciso a chuva para florir...

Todo o mundo ama um dia... Todo o mundo chora...
Um dia a gente chega... O outro vai embora...
Cada um de nos compõe a sua historia...
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz...

Conhecer as manhas e as manhãs...
O sabor das massas e das maçãs...
É preciso amor pra poder pulsar...
É preciso paz pra poder sorrir...
É preciso a chuva para florir...

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais...
Cada um de nós compõe a sua historia...
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz... De ser feliz...


Renato Teixeira e Almir Sater

domingo, 28 de abril de 2013

DOCE DE MANGABA


Imagem Google

Ingredientes
1 kg de mangabas maduras
2 xícaras de açúcar
3 pedaços de canela em pau
4 cravos-da-índia sem cabeça
4 xícaras de água fervente

Modo de Fazer
Lave bem as mangabas. Reserve.
Coloque o açúcar numa panela no fogo médio para derreter e caramelizar.
Adicione a canela e o cravo e a água aos poucos, mexendo de vez em quando, e ferva até reduzir o líquido pela metade.
Acrescente as mangabas e deixe ferver por 5 minutos.
Despeje numa doceira e deixe esfriar.






sábado, 27 de abril de 2013

O QUE É VIVER BEM?



Por 
CORA CORALINA*

"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha.
Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio! Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende." 

*CORA CORALINA (poeta goiana que viveu até 95 anos)

sábado, 20 de abril de 2013

PIRÃO DE QUEIJO COM CARNE DE SOL


Imagem Google

Ingredientes
1 ½  litro de leite
1 xícara de chá de farinha de mandioca fina
200gr de mussarela ralada
150gr de queijo parmesão ralado
1 copo de requeijão (250 ml)
1 caixa de creme de leite
Sal a gosto
1 pitada de noz moscada ralada
500 g de carne de carne de sol cozida e desfiada
2 colheres de sopa de azeite
½ cebola picada
 2 tomates sem pele e sem sementes picados
½ pimenta dedo de moça picada
Manteiga para untar
Queijo mussarela e parmesão ralados a gosto

Modo de Fazer
Coloque o leite e a farinha de mandioca numa panela e leve ao fogo médio, mexendo sempre, até ferver.
Acrescente os 200 g de mussarela ralada, 150 g de queijo parmesão ralado, o requeijão (250 ml), o creme de leite, tempere com sal a gosto, a noz moscada e misture bem até ficar cremoso. Reserve.
Numa frigideira, faça um refogado com a cebola, os tomates e a pimenta.
Acrescente a carne e frite até dourar. Reserve.
Num refratário untado, coloque metade do pirão, depois a carne refogada e finalize com a outra metade do pirão.
Polvilhe queijo mussarela e queijo parmesão a gosto e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus para gratinar.
Sirva quente.




quarta-feira, 17 de abril de 2013

PERDOANDO DEUS - CLARICE LISPECTOR


"...Porque eu me imaginava mais forte. 
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: 
pensava que, somando as compreensões, eu amava. 
Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. " 

"...Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. 
É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade 
ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda..." 

"...E é porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. 
É porque sempre tento chegar pelo meu modo. 
É porque ainda não sei ceder. 
É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria e não o que é. 
É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele..."

CLARICE LISPECTOR

Trechos do conto "Perdoando Deus", do livro Felicidade Clandestina 

sábado, 13 de abril de 2013

TORTA ALFAJOR

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Ingredientes
Massa
300gr de manteiga sem sal
100gr de açúcar
100gr de mel
5 colheres de sopa de cacau
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 ovos
260gr de farinha de trigo
100gr de amido de milho
1 colheres de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de amônio

Recheio
1 kg de doce de leite

Cobertura 
350gr de chocolate cobertura meio amargo derretido

Modo de Fazer
Massa
Em uma tigela bata a manteiga com o açúcar, mel e cacau, em seguida, adicione a baunilha e os ovos.
Coloque a farinha peneirada com o amido, o fermento em pó e bicarbonato de amônio.
Misture até obter uma massa lisa.
Deixe a massa em repouso durante 24 horas na geladeira.
Retire da geladeira, polvilhe o balcão com farinha e abra a massa a 4 mm de espessura.
Cortar 3 discos de 20 cm de diâmetro.
Coloque em assadeira untada e assar em forno a 180ºC por 10 minutos.
Retire e deixe esfriar.

Montagem
Coloque um disco como uma base, em uma forma de abrir, recheie com o doce de leite e cubra com outro disco.
Repita a operação e tampe com o terceiro disco.
Deixe na geladeira por 24 horas.
Desenforme sobre uma grade e cubra com a cobertura de chocolate derretido.
Leve para gelar até o momento de servir.




terça-feira, 9 de abril de 2013

FEIJOADA DO MAR


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Ingredientes
500 gr de feijão branco
500 gr de filé de peixe cortado em cubos
250 gr de  mariscos limpos
250 gr de polvo cozido e picado
250 gr de lula em anéis cozidos
500 gr de filé de camarão
2 colheres de sopa de azeite
2 cebolas   raladas
6 dentes de alho amassados
2 tomates grandes sem pele e sem semente cortado em cubos pequenos
½  pimentão verde cortado em cubos pequenos
½  xícara de coentro picado
½  xícara de cebolinha picada
1 colher de sopa de colorau
1 folha de louro
Pimenta de cheiro a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de Fazer
Deixe o feijão-branco de molho em água por 4 horas.
Em uma panela grande coloque o feijão e a folha de louro, cubra com água fervente até dois dedos acima do feijão e cozinhe por 30 minutos ou até amaciar.
Cozinhe a lula e o polvo, com água o suficiente, na panela de pressão por 7 minutos. Reserve.
Em uma panela grande, de preferência de barro ou de pedra, coloque o azeite e faça um refogado com a cebola, o alho, o tomate, o pimentão e o colorau.
Sempre refogando, vá acrescentando o peixe, os mariscos, a lula, o polvo e, por último, o camarão.
Quando o camarão estiver rosado acrescente o feijão e a água do cozimento da lula e do polvo, deixe cozinhado por mais uns cinco minutos.
Se houver necessidade utilize a água em que o feijão foi cozido.
Tempere com sal, pimenta do reino e pimenta de cheiro a gosto.
Acrescente o cheiro verde e retire do fogo.
Sirva com arroz branco.






domingo, 31 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA



Por Leonardo Sodré*

A Páscoa simboliza a derradeira aliança que Deus fez com os homens. 
Tempo de felicidade e de entender esse profundo amor, qualificado apenas como o "Amor de Deus", que transcende qualquer entendimento e que é apenas e simplesmente o "tudo". Se todos nesse mundo tivessem a ótica e a acuidade para entender isso estaríamos mais evoluídos, felizes, e em paz, pela felicidade do Mundo. 
Esse é o segredo, exaustivamente repetido: "Amar a Deus e si mesmo". 
Quem não se ama e não ama a Deus, não tem "feeling" para amar os outros.


*Jornalista e escritor

domingo, 24 de março de 2013

ACONTECÊNCIAS

 “VOCÊ BOTA PRA MIM?”
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Ele é nosso cliente há pelo menos 10 anos. Eticamente eu não posso dizer o nome da criatura, por isso vou chamá-lo de Índio Poti. E você, caro leitor, nem imagina o que ele - com estampa e postura de homem sério e educado, é capaz.

Ele chega ao estacionamento e dá um olhar “43” para o nosso manobrista e diz com a voz rouca e cheia de subterfúgio:

- Você bota pra mim?

- Pode deixar que eu estaciono, doutor. Responde Denilson, no alto da sua timidez.

- Bom dia, Galega. Bom dia, dona Mércia. Cumprimenta-nos com seu vozeirão.

E lá se vai ele com o seu andar característico pelas sequelas de um AVC.

Certo dia, quando na sua volta para pegar o carro, eis que surge um dos “Franciscos”, que prestam serviços informais, o das Chagas, vulgo Gaguinho. E começa o diálogo que, se não é constrangedor, é cômico.

- Oi doutor, o senhor de lembra de mim. Indagou Gaguinho.

- Nãooooo! Respondeu ele solene.

- O senhor não mora no...? – Inquiriu Gaguinho. E ele respondeu:

- Éhhhh...

- O senhor não lembra que eu lhe ajudava a carregar as compras lá pra cima, pro seu apartamento? Continuou Gaguinho.

- Nãoooo!

E ele, mais do que depressa, olhou para Leni e disse:

- Chega Galega, dê logo dois reais pra esse menino.

Recebeu o troco e foi-se embora. E Gaguinho com o dinheiro na mão olhou pra Leni e disse:

- Tá vendo Lili, ele queria é que eu fizesse o lombo dele.

- Ele queria que você fosse cozinhar? Leni perguntou.

- Não Lili. Respondeu Gaguinho e fazendo o gesto reafirmou o fuxico.

- Ele queria que eu fizesse o lombo dele!

Ces’t la vie





sábado, 23 de março de 2013

CALDEIRADA DE BACALHAU

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Ingredientes
800gr de bacalhau dessalgado desfiado em lascas grandes
600g de batata descascadas e cortadas em rodelas
2 cebolas cortadas em rodelas
2 dentes de alho cortados em lamina
2 tomates cortados em rodelas
½ pimentão verde cortado em rodelas
½ pimentão vermelho cortado em rodelas
1 colher de café de colorau
200 ml de azeite
50 ml de vinho branco
400g de filé de camarão
Coentro a gosto
Sal, pimenta do reino e páprica a gosto.

Modo de Fazer
Em uma panela, de preferência de barro ou pedra, faça camadas, com as batatas, as cebolas, os tomates, o alho, os pimentões e o bacalhau.
Repita a operação até terminar os ingredientes.
Tempere com sal, o colorau, a pimenta do reino e a páprica.
Regue com o azeite e o vinho.
Tampe a panela e cozinhe por 15 minutos.
Acrescente os camarões e o coentro.
Cozinhe por mais uns 5 minutos, corrija o sal e o tempero e sirva.







terça-feira, 19 de março de 2013

ASA BRANCA

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Quando olhei a terra ardendo
Com a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Então eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão

Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão

Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

Luiz Gonzaga

domingo, 17 de março de 2013

ACONTECÊNCIAS

“TOMARA QUE ESSES BAR FALA!” *

Imagem Google

Assisto de camarote todos os dias, no estacionamento que possuo no centro de Natal, a todo tipo de acontecências que vão desde pequenos furtos, assaltos propriamente ditos, arruaças, brigas, desfile de vai e vem de pessoas dignas de pena, de riso, às vezes de admiração, verdadeiras presepadas que dão pra rir e pra chorar.

A “minha rua”, a Princesa Isabel, é loteada e “dominada” por três irmãos flanelinhas, os Franciscos: de Assis, das Chagas e Nazareno, vulgo “Negão”, Gaguinho e Nazal, respectivamente, e do fiel amigo e escudeiro Josué, que por se parecer com um ratinho, atende pelo cognome de “Gabi”, apelido carinhoso de gabiru. Josué é o famoso “quebra-galho” que na falta de algum dos irmãos toma conta e paga o aluguel do “pedaço”.

Pois bem, essas criaturas estão “tomando conta” da rua hà pelo menos vinte anos. Ganham a vida exclusivamente como flanelinhas. São casados e pais de família, alguns se drogam e todos adoram tomar uma carraspana. E por causa da “mardita” todos já tiveram problemas de saúde.

Perto final do ano passado, Negão, o mais velho, 36 anos, a quem tenho mais proximidade – é o meu ajudante de ordem e olheiro dos malfeitores que ficam nas adjacências do estacionamento – começou a reclamar que não estava se sentindo bem. Passou mal e foi ao médico. Diagnóstico: pressão alta, arritmia cardíaca e ulcera gástrica. Decisão: Vou parar de beber!

E parou. Por um mês inteiro vi o quanto era difícil ele levar a cabo a sua decisão. Estávamos todos, do estacionamento e da vizinhança, engajados em lhe dar o apoio que necessitava, ia desde os remédios receitados pelo médico, a hora certa de tomá-los, cuidados com a alimentação, conselhos e, principalmente apoio moral. 

Assistia todos os dias os irmãos passarem chamando-o para tomar uma. E ele resistindo. Certa vez, observando os irmãos passarem para mais uma das muitas viagens diárias ao bar, exclamou:

- “Tomara que esses bar fala!”

E eu perguntei:

- Falar o quê?

Ele de pronto respondeu:

- Que feche. Que vá à falência. Só assim eu não tenho onde beber!

Ele não resistiu à passagem do ano novo. E tudo voltou ao que era d’antes...

*TRADUÇÃO: Tomara que esses bares vão à falência.





quinta-feira, 14 de março de 2013

14 DE MARÇO - DIA DA POESIA

Meu Deus, Me dê a Coragem*
Imagem Google
Meu Deus, me dê a coragem
De viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
Todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
Como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
Entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
Com este vazio tremendo
E receber como resposta
O amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
Sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
E mesmo assim me sentir
Como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
O meu pecado de pensar.

Clarice Lispector

*O poema é resultado do arranjo em versos, feito pelo padre Antônio Damázio, de texto em prosa da escritora Clarice Lispector.








sábado, 9 de março de 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO MAMÃE!

Eu e mamãe
A você mamãe, no dia do seu 79º aniversário, a minha declaração de amor, desejando que Deus lhe mantenha conosco por muitos anos com saúde, paz e alegria. Amo você!


Para Sempre 

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento. 

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade




sexta-feira, 8 de março de 2013

FELIZ DIA DA MULHER


A mulher é mestra do homem 
"A mulher que sabe amar é mestra do homem. Jamais governanta. 
A mulher que sabe amar não irrompe nem interrompe. Chega suave. 
A mulher que sabe amar conhece a sua superioridade e os limites desta. 
A mulher que sabe amar sabe ser mãe e ser um furor na cama. 
A mulher que sabe amar jamais se deixa subjugar. Nem subjuga. 
A mulher que sabe amar sabe que não basta ter razão. Precisa saber ter razão. 
A mulher que sabe amar é o ser mais elevado que há na terra. 
A mulher que sabe amar cala quando sabe não ser compreendida e fala na hora certa. 
A mulher que sabe amar jamais diz: eu não falei que não ia dar certo. 
A mulher que sabe amar compreende os filhos e sem pretender ensina amor ao marido. 
A mulher que sabe amar por ser superior não se preocupa em mandar. 
A mulher que sabe amar não sabe obedecer cegamente: ou compartilha ou se separa. 
A mulher que sabe amar sabe tanto de moda quanto de arte. 
A mulher que sabe amar educa sem reprimir e orienta sem impor. 
A mulher que sabe amar fala baixo, não usa perfumes exagerados e ama a alma. 
A mulher que sabe amar conversa com Deus e partilha com a família.
A mulher que sabe amar sente sua máxima realização quando amamenta. 
A mulher que sabe amar tem orgasmo, é abençoada pela bondade. 
A mulher que sabe amar não faz alarde de sua superioridade sobre o homem. 
A mulher que sabe amar é a responsável pela sobrevivência da espécie humana. 
A mulher que sabe amar jamais ouvirá de seu marido a frase: 
Eu não tenho opiniões: tenho esposa...." 

Artur da Távola







sexta-feira, 1 de março de 2013

RESPOSTA À SUA CARTA - Artur da Távola

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"A você que me escreveu na suposição de que sou melhor do que sou porque escrevo textos com os quais tem afinidade profunda, desejo dizer-lhe o seguinte: 
Não exija muito de mim. Nem me creia melhor do que sou. Conhecer é "desilusionar" (embora possa ser, também, perdoar). Por enquanto (e talvez para sempre), sou apenas um garimpeiro do Absoluto. Não me peça para definir. Nem pergunte por que o escrevo com letra maiúscula. Quer a verdade? É por medo. Já sentiu medo e esperança ao mesmo tempo? A gente tem mais medo (e mais esperança) daquilo que não conhece. No fundo, é porque mais se teme a própria fantasia do que a realidade. Esta, a gente enfrenta a realidade. Já a fantasia, o imaginário, enquanto perduram, assustam muito. 
A vida é um grande garimpo feito brincadeira pelo homem sério. Garimpamos a terra em busca da verdade do homem. A da Justiça. Garimpamos o Absoluto em busca do ouro da Verdade. Desta, só nos foi dado ter intuições, percepções, lampejos. A Verdade é a Infinitude. Porque a Infinitude é a Perfeição. Já nossa mente é finita como a vida, logo imperfeita. 
A vida não é a Verdade. É mero espaço de tempo inserido entre Ela. Que está antes e depois. É flash que espocou no meio da Verdade e fulgura por breve tempo. A Verdade está no antes e no depois da vida. Durante esta, a Verdade aparece, existe, pode até salvar os homens: mas como o ouro do garimpo, sempre em pedaços. 
O jeito é garimpar. Quem lhe pode garantir que a Verdade não nasça da trama íntima de nossos erros e os da própria natureza? 
Não exija muito de mim. 
Não jogue na minha cara as verdades do mundo. Estas eu sei. E o que doem, embora continuem encantando a minha esperança. 
Não cobre do garimpeiro o ouro. Cobre-lhe a procura. A honesta procura. Por mais que saiba e por melhor que seja, o homem é apenas um garimpeiro e esperança de poucas respostas. "

(03 de maio/2008)






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TRINTA DIAS DA TRAGÉDIA EM SANTA MARIA

Compartilho o vídeo da entrevista de Milena Freire, minha filha, ao programa Vida é Atitude com a expectativa que a conversa sobre o luto possa colaborar com o debate sobre as perdas que vivemos em Santa Maria. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

TRAGÉDIA EM SANTA MARIA

A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS
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Por
Fabrício Carpinejar (Poeta gaúcho)

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. 

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. 

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. 

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. 

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. 

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. 

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. 

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. 

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. 

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram. 

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo? 

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista. 

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. 

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. 

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.
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