sábado, 29 de dezembro de 2012

Tender com Cachaça e Geleia de Damascos

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Ingredientes
Tender
1 tender
2 xícaras (chá) de cachaça
1 cebola média picada
5 cravos-da-índia
1 pau de canela

Geleia
400 g de damasco seco picado
4 xícaras (chá) de suco de laranja
1 xícara (chá) de açúcar

Batata-doce
4 colheres (sopa) de margarina
½ de maço de orégano fresco picado (ou outra erva de sua preferência)
5 batatas-doces em rodelas (1 kg)

Modo de Fazer
Geleia
Hidrate os damascos no suco de laranja por três horas.
Passe para uma panela, adicione o açúcar e cozinhe até que, ao “riscar” o fundo da panela, a geleia demore um pouco para fechar o risco.

Batata-doce
Misture a margarina com as ervas picadas e pincele as batatas.
Leve-as ao forno por 50 minutos, ou até que estejam totalmente cozidas (use um garfo para ver se estão macias).
Antes de servir, pincele com um pouco mais de margarina com ervas.

Tender
Na véspera: prepare a marinada do tender um dia antes.
Retire-o do pacote no dia anterior e faça furos em toda a peça com o auxílio de um garfo.
Coloque-o dentro de um saco plástico, despeje a cachaça sobre ele e acrescente 1 xícara (chá) de água, a cebola e as especiarias.
Feche o saco e deixe marinar na geladeira até o dia seguinte.
No dia de servir: retire-o da marinada, coloque-o em uma assadeira.
Pegue ½ xícara (chá) da marinada, misture com ¼ de xícara (chá) da geleia e use essa mistura para pincelar o tender.
Leve-o para assar em forno pré-aquecido (200 °C) durante 30 minutos, pincelando com a mistura da marinada com a geleia a cada 10 minutos.

Montagem
Sirva as fatias de tender acompanhadas da geleia e da batata-doce assada.

Dica
Asse o tender enquanto assa as batatas






Salada de Folhas ao Molho Pesto

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Ingredientes
15 folhas de alface americana
15 folhas de alface roxa
1 pera
1 xícara (chá) de hortelã
½ xícara (chá) de azeite extra virgem
½ xícara (chá) ricota
4 colheres (sopa) de nozes
sal a gosto

Modo de Fazer
Lave as folhas e a pera.
Depois, no liquidificador, bata o azeite, o hortelã, as nozes e o sal.
Disponha as folhas, a pera, e a ricota cortadas em cubos em uma tigela.
Por cima adicione o molho pesto. Sirva.







sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pernil ao Molho de Amêndoas e Frutas Glaçadas

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Ingredientes
1 pernil sem osso temperado congelado (de aproximadamente 3 kg)
1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola ralada
50g de canela em pó
1 colher (chá) de gengibre em pó
1 colher (sopa) de açafrão
1 xícara (chá) de vinho tinto
300g de amêndoas sem casca moídas
1 colher (chá) de amido de milho (se necessário)

Frutas glaçadas
1 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sobremesa) de cravos-da-índia
1/2 xícara (chá) de vinho tinto
1 manga
1 caixa de morango
200g de damasco

Modo de Fazer
Descongele o pernil conforme as instruções da embalagem.
Coloque-o em uma assadeira e regue-o com a mistura de cebola, canela, gengibre, açafrão, manteiga derretida e vinho.
Leve ao forno coberto com papel-alumínio por aproximadamente três horas. Retire o papel e deixe no forno o suficiente para dourar.
Remova o molho da assadeira, passe por uma peneira e coloque em uma panela. Junte as amêndoas e, se necessário, engrosse com o amido de milho.
Coloque em uma molheira e sirva acompanhando o pernil.

Frutas glaçadas 
Prepare uma calda de açúcar mais grossa, adicione os cravos-da-índia e vinho. Mergulhe as frutas rapidamente para que não amoleçam muito.
Sirva-as acompanhando o pernil.






Salada ao Molho Agridoce

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Ingredientes
Folhas de meio pé de alface roxa
Folhas de meio pé de rúcula
1 tomate grande cortado em gomos
2 carambolas, em fatias

Molho
1 colher (sopa) de suco de limão
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
3 colheres (sopa) de água
2 colheres (chá) de mel
½ colher (chá) de gengibre ralado
1 colher (sopa) de linhaça, triturada
1 sachê de caldo de legumes

Modo de Fazer
Forre o fundo de uma travessa com a alface, a rúcula e, por cima, disponha o tomate e as fatias de carambola.
Prepare o molho: em uma tigela pequena, coloque o suco de limão, o azeite, a água, o mel, o gengibre, a linhaça e o caldo de legumes, e misture bem.
Sirva a salada com o molho à parte.
Dica: prepare o molho imediatamente antes de servir pois a linhaça absorve líquido e encorpa o molho aos poucos.






Bacalhau com Crosta de Amêndoa e Purê de Castanha

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Ingredientes
Bacalhau
700 g de bacalhau cortado em postas
1 frasco de maionese (250 g)
1 xícara (chá) de amêndoas sem pele, torradas e trituradas

Purê
1 kg de castanha portuguesa
½ xícara (chá) de leite fervente

Cebolas
½ xícara (chá) de água
½ xícara (chá) de açúcar
20 mini cebolas
Papel-alumínio para cobrir

Modo de Fazer
Bacalhau
Em uma tigela funda, coloque o bacalhau, cubra-o com água e reserve por 12 horas. Trocando a água três vezes nesse período. Escorra e reserve.
Preaqueça o forno em temperatura média (180º C).
Em uma tigela, coloque metade da maionese.
Em outra tigela, coloque as amêndoas.
Empane as postas de bacalhau, passando-as pela maionese e depois pelas amêndoas.
Arrume-as em uma assadeira grande, cubra com papel-alumínio e leve ao forno por 25 minutos.
Retire o papel-alumínio e asse por mais 20 minutos ou até dourar. Reserve.

Purê
Em uma panela de pressão, coloque a castanha e cubra-a com água.
Tampe a panela e cozinhe em fogo médio por 40 minutos, contados a partir do início de pressão.
Retire a panela do fogo e reserve até sair o vapor. Abra a panela, escorra e deixe amornar.
Retire a casca da castanha e amasse-a com um garfo.
 Coloque-a em uma panela e misture o leite fervente.
Cozinhe em fogo médio, mexendo sempre, até ficar homogêneo.
Acrescente o restante da maionese e misture até ficar cremoso. Reserve.

Cebolas
Em uma panela média, misture o açúcar e a água.
Cozinhe em fogo médio, sem mexer, por 5 minutos ou até obter ponto de caramelo.
Adicione delicadamente as minicebolas e cozinhe por três minutos ou até que fiquem douradas.

Montagem
Arrume o bacalhau reservado em uma travessa e distribua o purê de castanhas ao redor.
Coloque as cebolas sobre o purê e sirva em seguida.

Dica
Antes de empanar as postas de bacalhau, seque-as bem com papel-toalha.





Tiramissu com Cream Cheese

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Ingredientes
300g (2 potes) de cream cheese
200ml de creme de leite fresco
100g de açúcar
100g de chocolate ralado ou em pó
bolachas champanhe
xícaras de café forte

Modo de Fazer
Bata o cream cheese com o creme de leite fresco e o açúcar até montar, ou seja, até adquirir consistência cremosa e firme.
Banhe as bolachas no café e coloque no fundo de um recipiente transparente.
Cubra com o creme de queijo e repita o processo até formar duas ou três camadas.
Polvilhe com o chocolate ralado ou chocolate em pó, leve à geladeira e sirva após duas ou três horas.






Risoto de Lentilhas

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Ingredientes
1 xícara (chá) de lentilha
2 xícaras (chá) de arroz cru
1 cebola média cortada em fatias no sentido do comprimento
2 colheres (sopa) de azeite ou óleo
sal a gosto
água quente

Para cobrir
3 cebolas grandes em fatias também no sentido do comprimento
4 colheres (sopa) de azeite
400 g de linguiça portuguesa cortada em rodelas
sal a gosto

Modo de Fazer
Em uma panela, coloque a lentilha com água o suficiente para cobrir a leguminosa.
Deixe cozinhar um pouco, apenas para ficar levementeal dente. Reserve.
Em outra panela, coloque o azeite e frite a cebola, até que fique escura e bem crocante.
Junte o arroz lavado, escorrido e deixe fritar bem.
Agregue a lentilha, acrescente a água quente até três dedos acima do arroz e adicione o sal (se precisar, coloque mais água quente).

Para cobrir
Em uma frigideira grande, coloque o azeite e frite as cebolas da cobertura, até ficarem escuras e bem crocantes, mexendo sempre.
Quando o arroz estiver pronto, coloque-o em uma travessa, cubra-o com a cebola torrada e regue com azeite.
Sirva com salada de folhas verdes.








Tender com Molho de Acerola

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Ingredientes
1 tender
6 colheres (sopa) de margarina
2 cebolas picadas (250 g)
15 embalagens de polpa de acerola congelada (1,5 kg)
6 colheres (sopa) de açúcar
sal e pimenta-do-reino a gosto
folhas de 1 maço de manjericão (50 g)

Modo de Fazer
Molho
Derreta 2 colheres de margarina e refogue a cebola até ficar transparente.
Junte a polpa de acerola e aqueça até derreter.
Passe para o liquidificador e bata até ficar homogêneo.
Volte para a panela e cozinhe, em fogo baixo, por pelo menos 40 minutos, para apurar o sabor. Se necessário, adicione mais água.
Após essa cocção, você deverá obter um molho com textura de molho de tomate e sabor ácido.
Adicione o açúcar e tempere com sal e pimenta-do-reino.
Finalize com o manjericão picado grosseiramente.

Tender 
Apoie o tender sobre uma tábua e corte-o ao meio.
Coloque as metades com a parte reta para baixo, corte cada metade ao meio e, novamente, ao meio.
Ao final, você deverá obter oito “gomos”.
Pincele cada “gomo” com a margarina restante e coloque em uma assadeira, com a parte mais clara dos
gomos virada para baixo.
Leve ao forno (200 °C) por 10 minutos, vire as peças para dourarem do outro lado e volte ao forno por mais 10 minutos.

Montagem
Apoie os gomos sobre um prato, de forma que fique “montado”.
Sirva acompanhado do molho de acerola e um arroz com nozes e amêndoas.

Dicas
- se você preferir, pode retirar o sal da receita do molho e fazer um molho doce para acompanhar o tender, adicionando mais ½ xícara (chá) de açúcar
- utilize a mesma técnica de preparo do Chester Tender e acompanhe apenas com melões frescos fatiados.








Salada ao Pesto de Atum com Castanha-do-Pará

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Ingredientes
1 embalagem de macarrão gravata(500g)
3 tomates maduros em cubos
200g de castanha-do-pará triturada
6 colheres (sopa) de azeite
1/2 maço de salsinha
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
2 latas de atum sólido
200g de mozzarela em cubos
150g de azeitonas pretas picadas
1 dente de alho picado
5 l de água com sal
Sal a gosto

Modo de Fazer
Leve ao liquidificador o azeite, acrescente o azeite das latas de atum, o dente de alho, a salsinha, o queijo parmesão ralado, 50 g de castanha-do-pará triturada, acerte o sal e bata até envolver bem todos os ingredientes.
Em uma panela grande, ferva cinco litros de água com sal e cozinhe a massa. Para isso, coloque a massa e mexa de vez em quando, até que a água volte a ferver.
Deixe cozinhar de acordo com o tempo indicado na embalagem ou até que fique al dente, ou seja, resistente à mordida.
Escorra a massa e esfrie em água corrente.
Em um refratário grande, acomode a massa, regue o pesto de atum e envolva bem com a ajuda de dois garfos grandes.
Junte as latas de atum, os tomates, e mozzarela em cubos, as azeitonas pretas e mexa delicadamente.
Salpique a castanha-do-pará e sirva a seguir.








quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Bolinho de Bacalhau

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Ingredientes
100 g de bacalhau desfiado
3 batatas cozidas
2 dentes de alho picados
½ cebola picada
4 colheres (de sopa) de azeite
1 litro de óleo de soja
Pimenta branca a gosto

Modo de Fazer
Esprema as batatas em um recipiente e misture com o bacalhau, o azeite e a pimenta.
Em uma panela, aqueça uma colher de sopa do azeite e coloque o alho e a cebola para dourar.
Desligue o fogo e misture as batatas com o bacalhau, a cebola e o alho.
Mexa até formar uma massa.
Usando a palma da mão ou uma colher, forme bolinhos com a massa.
Frite em óleo quente, deixe descansar para enxugar o excesso de gordura e sirva.











Homus

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Ingredientes
160 g de grão de bico
125 g de tahine
1 dente de alho
1 colher (de sopa) de suco de limão

Modo de Fazer
Coloque o grão de bico de molho na água durante uma noite.
No dia seguinte, cozinhe por aproximadamente 45 minutos e escorra.
Misture uma xícara de chá de água ao grão de bico e bata no liquidificador. Reserve.
Amasse o alho com uma pitada de sal, até virar uma pasta.
No liquidificador, junte a pasta de alho, o tahine e o grão de bico até que se forme um creme liso.
Sirva com pão sírio.







Trouxinha de Mortadela com Ricota

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Ingredientes
12 fatias de mortadela tipo bologna
250g de ricota fresca
3 colheres (sopa) de creme de leite
4 colheres (sopa) de catupiri
Pitada de sal
1 colher (sopa) de cheiro verde picado
2 colheres (sopa) de nozes picadas
1 colher (chá) de mostarda
1 colher (café) de molho de pimenta-vermelha
Ramos de cebolinha-verde

Modo de Fazer
Em um refratário, coloque a ricota e amasse-a com um garfo.
Junte o creme de leite, o catupiri, o sal, o cheiro-verde, as nozes, a mostarda, o molho de pimenta e misture bem até formar um patê.
Coloque uma porção de patê sobre cada fatia de mortadela, levante as bordas e amarre como uma trouxinha.
Para isso, utilize a cebolinha verde ligeiramente aquecida em água.
Sirva a seguir.







Bruschetta com Tomate, Mozzarela e Azeite

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Ingredientes
6 fatias de pão italiano redondo
3 xícaras (de chá) de tomates firmes, sem casca e picados
3 xícaras (de chá) de mozzarela de búfala em cubinhos
Manjericão a gosto picado
Azeite extra virgem a gosto
Sal a gosto
1 dente de alho

Modo de Fazer
Toste as fatias de pão em uma frigideira antiaderente, já aquecida. 
Esfregue levemente o dente de alho nos dois lados de cada fatia, ainda quentes, e coloque em uma assadeira.
Em um recipiente à parte, misture o tomate, a mozzarela, o manjericão, o sal e adicione o azeite. 
Depois, espalhe a mistura sobre as fatias e leve ao forno preaquecido por 5 minutos. 
Sirva ainda quente.






Patê de Cenoura

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Ingredientes
500 g de cenoura
2 dentes de alho
2 colheres (sopa) de mostarda
½ xícara (chá) de maionese de soja
Ervas aromáticas a gosto (ervas finas, alecrim, orégano e outros)

Modo de Fazer
No liquidificador, bata as cenouras com o alho.
Depois, misture a esse creme a mostarda, a maionese de soja e as ervas aromáticas.
Leve a geladeira.
Sirva em torradas ou pão italiano.






Quiche de Tomate Seco

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Ingredientes
Massa
300 g de farinha
150 g de manteiga
1 ovo
1 pitada de sal

Creme do recheio
500 ml de creme de leite
3 ovos
Sal a gosto 
Pimenta-do-reino a gosto
300 g tomate seco

Recheio e decoração
100g de tomate seco 

Modo de Fazer
Prepare a massa misturando todos os ingredientes. 
Depois, deixe descansar por 20 minutos. 
Bata todos os ingredientes do recheio no liquidificador para fazer o creme. 
Em seguida, molde a massa na travessa própria para quiche, acrescente o creme do recheio e decorar com os tomates secos. 
Leve ao forno em temperatura média de 150ºC e asse por 20 minutos.











domingo, 9 de dezembro de 2012

Superação e Vitória

 Atriz e Estudante de Teatro da UFRN

Por Lúcia Freire

“O quão poderosa é a palavra?” Perdi as contas de quantas vezes a palavra reverberou em mim de uma forma negativa. Quem a proferia (assim imagino) acreditava que não era forte o suficiente para deixar cicatrizes. Mas quando cada um daqueles comentários ecoava em meus ouvidos – seguidos sempre das risadas e dos rostos que se deleitavam com a brincadeira – me doía muito forte.

O desequilíbrio emocional me fazia comer compulsivamente, e à medida que eu engordava, o número de comentários aumentava… E por um “gordo” período de tempo segui calada, engolindo todas as piadas e todos os pratos de comida que apareciam. O ressentimento me acompanhou 24h/7 dias na semana. Meus amigos seguiam dizendo “não dê ouvidos, você pode estar gordinha, mas é linda”, mas eu e meus 18 kg a mais na balança não conseguíamos acreditar.

A marca é tão profunda que mesmo agora, quase um ano depois de eu ter me apaixonado por mim, ainda me dói falar sobre. Mas acredito que ao expor minha vitória/minha superação, e ao conseguir falar sobre isso tão abertamente, estou finalmente virando esta página na minha história. Hoje estou 18 kg mais magra, com melhor condicionamento e me amando muito mais do que em outras épocas. Há quase um ano atrás, resolvi lutar por mim! Busquei o melhor para mim e hoje conquistei o melhor de mim.

E é por essa fase maravilhosa que estou vivendo ser tão “de mim para mim” que resolvi começar os meus relatos nesse blog por ela… Ame-se. Ame-me. Amo-me. Amo-te. Por inteiro! As nossas diferenças são o que nos dá um charme.

E seja muito bem-vindo…

VERSEJOS
de arte, coração e alma.
http://versejos.wordpress.com/

sábado, 8 de dezembro de 2012

Minha Velha Mocinha

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Todos os anos no dia 08 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, lembro-me de Mocinha. Pernambucana de Itapissuma. Devota, como a maioria dos pernambucanos católicos, da Virgem da Conceição. Não havia um dia 08 de Dezembro em que ela não subisse o Morro da Conceição em Casa Amarela, no Recife, para pagar suas promessas.
Senhora da Conceição
Minha Mãe
Minha Rainha
Dai-me a vossa proteção
Minha querida madrinha
Vela acesa, subo o morro
Pra pagar minha promessa
Vou vestir azul e branco
Pra pagar eu tenho pressa
Hoje minha mãe querida
Faço essa louvação
Com o povo rendo graças
À Virgem da Conceição
Mocinha trabalhou em minha casa durante 11 anos e durante esse tempo quem tinha vez lá em casa era “a menina”. Era assim que ela chamava a minha filha primogênita Milena - tudo era “pra menina” e “da menina” -, e ái de quem metesse a mão em alguma coisa dela.
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Monossilábica, na maioria das vezes, mas quando abria a boca e desembestava a falar ninguém entendia nada. Eu, com o tempo, aprendi a “traduzir” o seu palavreado.
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Ela era uma mulher “feita”, cinco anos mais velha do que eu. Diabética, hipertensa e com uma úlcera gástrica das brabas, doenças que me davam autoridade de fazê-la entender que precisava se cuidar e motivo das nossas brigas. Sempre que passava mal eu lhe inquiria:
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- Mocinha, o que você comeu?
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E ela me respondia com a voz sumida.
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- Nada...
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- Nada o quê, Mocinha?
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E ela confessava.
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- Toucinho, frito com farinha.
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Dava vontade de acabar de matar. E lá ia eu fazer chá, comprar remédios e, por algumas vezes, levá-la nas últimas para um pronto-socorro.
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Parecia um peixe morrendo pela boca. Algumas vezes eu flagrava Mocinha comendo o que não podia. Então, eu “voava” feito um carcará para tirar-lhe das mãos ou da boca as suas “delícias” proibidas.
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Nós nos respeitávamos. Quando ela amanhecia de “lundum” eu fazia de conta que nem via. Afora a falta de cuidado com sua saúde e só gostar de comer o que não devia, era uma pessoa boníssima, adorava minha filha - o que para mim era tudo -, e cozinhava muito bem.
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Minha Mocinha, de quem tenho saudades e até hoje guardo comigo a imagem da Virgem da Conceição que ela me presenteou quando da nossa despedida. Pense num choro!
12/12/2010

sábado, 24 de novembro de 2012

A Filha de um Carnaval


Mércia Carvalho
Empresária e blogueira

Nasci num sábado, 24 de novembro, nove meses depois de um carnaval. Sou o resultado da vida que tive e o que a partir dela me transformei. Hoje sou o fruto maduro da minha semeadura.

Carrego comigo - a cada recordação -, uma imagem do passado. Na memória da jovem que um dia eu fui. Das minhas conquistas e temores, dos amigos que deixei para trás em algum lugar do tempo. Lembranças esquecidas na memória, como a firmeza de um abraço amigo, a alegria do compartilhado e o anseio do desejado.

Arrependimentos?

Alguns.

Medo da velhice? Por quê?

É o natural da vida! Afinal, o que nos envelhece e nos tira a beleza, não são as rugas. O que nos envelhece são as dores secretas dos nossos embates e teimosias interiores. As rugas do nosso rosto é a nossa biografia. É a marca bonita da nossa vida. É a presença da nossa História de vida. É, também, o que não se viveu, mas sentiu, vincando.

Já madura, me sinto jovem. Tenho saúde. Tenho o amor e o respeito dos meus filhos. Tenho o meu neto Tomás. Tenho a Léo, meu campanheiro de todas as horas. Tenho a minha mãe e meus irmãos. Tenho meus amigos, poucos é verdade, mas verdadeiros. Tenho paz de espírito. Por fim, e, principalmente, tenho a Deus.


Epitáfio

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...

(Por Sergio Britto)






quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Mulher Madura - Affonso Romano de Sant'Anna

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O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos.
De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. 
A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.
Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.
A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.
A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.
A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito.
A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.
O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.
Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.
Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.
Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.
A mulher madura está pronta para algo definitivo. 
Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o voo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta joia. As joias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.
A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.
Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.

Extraído do livro "A Mulher Madura", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1986, pág. 09.





quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Tomás, feliz aniversário

Meu neto Tomás, 4 anos 

"...O neto é um filho com quem se relaciona sem ansiedade. É suave, é bom, é benfazejo esse amar solto e compreensivo, sem a aflição e as dúvidas de quem educa diretamente...  
...Tudo isso em um tempo no qual já se está a compreender muito melhor a vida, a alma infantil...
...Ver e orientar sem que o neto se ressinta. E sem especiais compromissos com ter que acertar. Ah a maravilha de compreender a aflição de uma criança e saber aplacá-la com calma e doçura!...
...Os netos nos tornam filosóficos. Diante deles, suas brincadeiras e as marcas de semelhanças esparsas conosco ou outros ancestrais...
...tudo cessa diante do mistério da procriação ali patente, diante de nós e se infiltra na alma a suave sensação de missão biológica cumprida..."
Artur da Távola 




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ESPAGUETE COM FRUTOS DO MAR

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Ingredientes
500 g de espaguete grano duro
300 g de mariscos pré-cozido
300 g de filé de camarão pré-cozido
300 g de lulas em anéis
6 colheres de sopa de azeite de oliva
1 cebola ralada
3 dentes de alho amassados
1 colher sopa de manjericão
400g de tomates sem pele
1 colher de sopa de alcaparras, lavadas e escorridas
Pimenta dedo de moça, em pedaços, a gosto.
Pimenta-do-reino a gosto
Sal a gosto
Salsinha picada a gosto para polvilhar.

Modo de Fazer
Coloque a água da massa para ferver e salgue a gosto.
Em uma panela, coloque metade do azeite de oliva e a cebola ralada.
Refogue até que a cebola esteja bem macia e acrescente os tomates.
Cozinhe até dar ponto ao molho e tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto.
Acrescente as folhas de manjericão e reserve.
Cozinhe a massa conforme as instruções da embalagem.
Aqueça o azeite de oliva restante em uma frigideira, coloque o alho e a pimenta dedo de moça e refogue-os levemente.
Acrescente as lulas e refogue-as por 1 minuto.
Acrescente os mariscos e refogue-os por um minuto.
Acrescente os camarões e refogue-os por cerca de 3 minutos.
Aqueça o molho de tomate e misture-o ao refogado de frutos do mar.
Tempere com sal, se necessário, pimenta do reino a gosto e acrescente as alcaparras.
Coloque a massa numa travessa e regue com o molho de frutos do mar.
Polvilhe com salsinha picada a gosto e sirva imediatamente.

NOTA - Você pode utilizar o kit de Paella congelado, encontrado no mercado.






domingo, 21 de outubro de 2012

Eu gosto de pessoas inteligentes... Martha Medeiros

Imagem Google

“Eu gosto de pessoas inteligentes que enxergam o mundo com humor. 
Tem muitas pessoas em quem eu bato o olho e penso: deve ser legal ser amiga dele. 
É gente que não carrega o mundo nas costas, que fala olhando nos olhos, que não se leva tão a sério, que é franca na hora do sim e na hora do não. 
É difícil sacar as qualidades de uma pessoa sem antes conhecê-la, mas intuição existe pra isso. 
Tenho vários amigos que enriquecem minha vida e se encaixam no meu conceito de “pessoas especiais”, mas meu coração é espaçoso e está em condições de receber novos inquilinos.”
Martha Medeiros






domingo, 14 de outubro de 2012

ANTIGUIDADES - Cora Coralina


Imagem Google
“Quando eu era menina bem pequena, em nossa casa, certos dias da semana se fazia um bolo assado na panela com um testo de borralho em cima.
Era um bolo econômico, como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.).
Eu era menina em crescimento.
Gulosa, abria os olhos para aquele bolo que me parecia tão bom e tão gostoso.
A gente mandona lá de casa cortava aquele bolo com importância.
Com atenção. Seriamente.
Eu presente.
Com vontade de comer o bolo todo.
Era só olhos e boca e desejo daquele bolo inteiro.
Minha irmã mais velha governava. Regrava.
Me dava uma fatia, tão fina, tão delgada...
E fatias iguais às outras manas.
E que ninguém pedisse mais!
E o bolo inteiro, quase intangível, se guardava bem guardado, com cuidado, num armário, alto, fechado, impossível...”
Cora Coralina

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

MEUS FILHOS, MINHAS ETERNAS CRIANÇAS...


Meus filhos: Milena, Lucinha e Dudu

Definição de filho
 “Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de estar a agir correctamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo”. (José Saramago)





segunda-feira, 8 de outubro de 2012

POEMA DE SETE FACES - Carlos Drummond de Andrade


"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo."

 De Alguma poesia (1930) 





domingo, 23 de setembro de 2012

Risoto de Funghi Secchi e Cogumelos Paris

Por Milena Freire Oliveira-Cruz

Ingredientes 
½ kg de arroz arbóreo
1 cebola grande picada
75g funghi secchi
100g de cogumelos paris em conserva laminado
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de manteiga
2  litros de caldo de legumes fervente, aproximadamente.
200g de ricota temperada amassada
Sal o quanto baste
Gergelim e linhaça torrados a gosto para polvilhar (opcional)

Modo de Fazer 
Coloque os funghi secchi em uma tigela e cubra com água quente e deixe-os hidratando por 30 minutos ou conforme instruções da embalagem.
Esprema os funghi, corte-os em pedaços e reserve.
Coe a água em que os funghi foram hidratados e reserve.
Faça o caldo de legumes e leve-o ao fogo para levantar fervura.
Numa panela, leve o azeite em fogo baixo. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem, refogue-a até que fique transparente.
Adicione os funghi e refogue-os.
Aumente o fogo e acrescente o arroz. Refogue-o, mexendo sempre.
Acrescente a água de hidratação do funghi, misturando sempre, até evaporar.
Adicione os cogumelos em conserva laminados, misture e junte uma concha do caldo de legumes fervente, mexendo sempre, vá repetindo a operação, acrescentando caldo, até que o risoto esteja cremoso.
Acrescente a ricota antes da última adição de caldo, misture bem e não deixe secar completamente.
Verifique o sal e, corrija se necessário.
Finalize adicionando a manteiga, mecha e desligue o fogo.
Sirva em seguida, polvilhado com gergelim e linhaça, acompanhado com uma salada verde.
Serve 4 porções.

NOTA
Dica pra quem não conhece: para usar os funghi secchi, lave-os rapidamente sob um jato d´água e deixe-os de molho em água morna por meia hora para hidratar. A água precisa apenas cobrir os cogumelos no recipiente, não muito mais do que isso. Depois de hidratados, esprema para sair o excesso de água e guarde o líquido escuro para usar na receita.
Na Itália, funghi é simplesmente o plural de cogumelos. Por isso, funghi secchi não é uma espécie de cogumelo. Funghi secchi é a denominação para qualquer cogumelo desidratado ou seco.







terça-feira, 18 de setembro de 2012

DEPOIS SE VÊ – Martha Medeiros

Imagem Google

Chuva. Nada mais ancestral. Muita água, pouca água, não importa: choverá. Em vários períodos do ano, mais forte, mais fraco: choverá. Em São Paulo, Minas, Rio, Florianópolis. E também na Alemanha, na Nova Zelândia, no Peru. 
Choveu nos anos 40, chove em 2011, choverá em 2068. Passado, presente e futuro sob uma única nuvem. Só que o país do futuro não pensa no futuro. Somos totalmente refratários à prevenção. 
Tudo o que nos acontece de ruim provoca uma chiadeira, vira escândalo nacional – mas depois. Ficamos estarrecidos, mas depois. O antes é um período de tempo que não existe. Investir dinheiro para evitar o que ainda não aconteceu nos soa como panaquice. 
Se está tudo bem até as 14h30min desta quarta-feira, por que acreditar que às 14h31min tudo pode mudar? E então não se investe em hospitais até que alguém morra no corredor, não se policia uma rua até que duas adolescentes sejam estupradas, não se contrata salva-vidas até que meia dúzia morra afogada. 
Somos os reis em tapar buracos, os bambambãs em varrer para debaixo do tapete, os retardatários de todas as corridas rumo ao desenvolvimento. Não prevemos nada. Adoramos os astrólogos, mas odiamos pesquisa. Consideramos estupidez gastar dinheiro com tragédias que ainda estão em perspectiva. Só o erro consolidado retém nossa atenção. 
A gente se entope de açúcar, não usa fio dental e depois vai tratar a cárie, se sentindo privilegiado por poder pagar um dentista. A gente aplaude a arrogância dos filhos e depois vai pagar a fiança na delegacia. A gente fuma três maços por dia e depois processa a indústria tabagista. A gente corre na estrada a 140 km/h, ultrapassa em faixa contínua e depois suborna o guarda, na melhor das hipóteses. Ou então morre, ou mata – na pior delas. 
A gente vota em corrupto, depois desdenha da política em mesa de bar. A gente joga lixo no cordão da calçada, depois se surpreende em ter a rua alagada. A gente se expõe em todas as redes sociais, depois esbraveja contra os que invadiram nossa privacidade. 
Precisamos de transporte público de qualidade, mas só depois de sediar a Copa do Mundo. A sociedade reclama por profissionais mais gabaritados, mas ninguém investe em professores e em universidades. E os donos de estabelecimentos comerciais só irão se dar conta de que estão perdendo dinheiro quando descobrirem os manés que contrataram para atender seus clientes. Treinamento antes, não. Se precisar mesmo, depois. 
Precisamos mesmo. Só que antes.
(26 de janeiro 2011)






sexta-feira, 14 de setembro de 2012

BOLO DE BERINJELA COM FRUTAS SECAS


Imagem Google

Ingredientes
Para a geleia
1 berinjela grande com casca, cortada em cubinhos
2 xícaras de chá de açúcar
1 e 1/4 de litro de água
2 paus de canela
3 cravos
1 pedaço de 2 cm de gengibre descascado
1 pedaço de 4 cm de casca de limão

Ingredientes
Para o bolo
3 ½  xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de açúcar
2 xícaras de chá de açúcar mascavo
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de noz-moscada
1 colher de chá de raspa de limão
1 colher de chá de sal
1 ¼  de copo de óleo de milho
¾  de copo de água
4 ovos grandes
2 xícaras de chá de frutas secas (nozes, passas, damasco, tâmaras e ameixas, ou a combinação que desejar)
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de Fazer
Geleia
Numa panela, junte a berinjela, o açúcar, a água, a canela, o cravo, o gengibre e o limão.
 Cozinhe em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até obter a consistência de geleia.
Retire do fogo e reserve.

Modo de Fazer
Bolo
Numa tigela, misture todos os ingredientes secos do bolo.
Em outra tigela, misture os ingredientes molhados, juntamente com a geleia de berinjela reservada.
Na tigela da batedeira, junte os ingredientes secos e os molhados, e bata até obter uma massa homogênea.
Acrescente as frutas secas picadas e misture.
Despeje numa assadeira de furo no meio, untada e polvilhada, e asse em forno pré-aquecido a 150ºC, por aproximadamente uma hora.
Sirva polvilhado com açúcar de confeiteiro.






domingo, 9 de setembro de 2012

AFINIDADE - Artur da Távola

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"A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. 
E o mais independente. 
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. 
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto 
no exato ponto em que foi interrompido. 

Afinidade é não haver tempo mediando a vida. 
É uma vitória do adivinhado sobre o real. 
Do subjetivo para o objetivo. 
Do permanente sobre o passageiro. 
Do básico sobre o superficial. 

Ter afinidade é muito raro. 
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. 
Existia antes do conhecimento, 
irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. 
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. 

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam comovem ou mobilizam. 
É ficar conversando sem trocar palavras. 
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento...

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por. 
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. 
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. 

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. 
É olhar e perceber. 
É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar. 

Afinidade é jamais sentir por. 
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. 
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. 
Compreende sem ocupar o lugar do outro. 
Aceita para poder questionar. 
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. 

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. 
É conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quanto das impossibilidades vividas. 

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. 
Porque tempo e separação nunca existiram. 
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. 
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado."



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

HINO NACIONAL - Carlos Drummond de Andrade

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"Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
Precisamos colonizar o Brasil.

O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
garçonnettes dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas.

Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos dancings e subvencionaremos as elites.

Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.

Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
os Amazonas inenarráveis... os incríveis João-Pessoas...

Precisamos adorar o Brasil.
Se bem que seja difícil caber tanto oceano e tanta solidão
no pobre coração já cheio de compromissos...
se bem que seja difícil compreender o que querem esses homens,
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão de seus sofrimentos.

Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?"







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