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domingo, 21 de maio de 2017

Quero dizer porque te amo


Léo e Mércia

Meu Léo aos 6.3

Hoje 21 de maio, o Céu está em festa. É o seu aniversário! 
É uma festa diferente, Divina, junto ao seu pai e ao seu filho. Pois você foi um homem bom, amigo e justo. Um homem de Deus e a Ele temente.
Hoje, reafirmo o meu amor e, em resposta a Crônica que eu não deixei, à época você publicar, “Quero dizer porque te amo”.
Continuo lhe amando Leozinho, porque o nosso amor maduro vai além do tempo e não existe ausência porque você faz parte da minha essência. Você continua e sempre continuará comigo. Continua o meu companheiro, meu amigo e o meu amor. Continuo sonhado os seus sonhos - nossos sonhos - rindo feliz com as nossas lembranças. E essas, nada nem ninguém as tirará de nós, serão para todo o nosso sempre.
Amo você, feliz aniversário!


Quero dizer porque te amo
Leonardo Sodré

Havíamos conversado muito naquela noite de domingo. Eu estava ávido pela sua presença, desejando ver o seu rosto, sentir o seu cheiro, pegar em suas mãos... Queria senti-la, abraçá-la e partilhar com ela nossas saudades e os bons momentos que vivemos durante alguns poucos anos. É verdade que já não éramos mais os mesmos. Muitos problemas tinham acontecido. Muitos males rondaram nossa relação e confesso já ter começado a perder a esperança de uma reconciliação. Mas, enquanto sobravam insatisfações de ambos os lados, o misterioso amor não cessava de apalpar nossos corações e de, certeiramente, colocar dúvidas na tez de nossa realidade. O infinito amor agia.

Despedimo-nos com um abraço de paixão e com compromissos firmados em torno de um futuro melhor. ‘Meu Deus! Exultei. Ajude-me a ser como prometi, não deixe que eu não seja o que eu não quero ser’, roguei. De imediato pareceu-me ver a figura de Paulo de Tarso ensinando: “Eu não faço o bem que quero, mas o mal que eu não quereria”. Roguei novamente. ‘Meu Deus, me livre do mal, do desamor, não deixe que eu a decepcione nunca mais’. Eu acho que ele me ouviu.

Chego ao quarto e vou ver um filme pensando no meu amor. De pronto uma cena onde um rapaz diz a namorada: “Quero dizer porque te amo”. Ora, pensei, jamais disse ao meu amor porque a amava. Mas eu quero dizer. Não basta o olhar? Não. Não bastam as atitudes? Acho que não. Não basta apenas dizer: eu te amo? Para mim não, me obriguei.

O que eu queria dizer a ela neste momento é que não importa os cinco minutos os 50 anos que possamos estar olhando um para o outro. Quero dizer a ela que a amo porque sem ela eu não conheceria o amor. Que tenho sua imagem no meu coração dia após dia, que não me importaria em morrer tendo apenas como legado essa mesma imagem. Quero dizer a ela que a amo porque encaro o tempo das nossas presenças do jeito que ela me amou. E que precisamos apenas de um pouco de tempo. É tudo o que precisamos.

Quero dizer porque te amo porque vejo sua ‘fotografia’ espalhada em tudo o que toco. No chão que ando, na mesa, em todo canto. Sua presença é tão importante que o seu sentir é o meu sentir e magicamente estamos tão próximos que as distâncias se encurtam. Quero dizer porque te amo! Sim, quero dizer! Gritar e espalhar as razões do meu amor. Da sua constante presença, do seu olhar, enfim dessa simbiose cósmica que nos une, apesar de termos enfrentado tantos problemas.

Quero dizer porque te amo de tantas formas e de tantas maneiras que sinto falta de não ser poeta e de poder dizer poeticamente ou justificar que o meu coração lhe pertence e que minha vida é totalmente sua. Por isso te amo. Pertenço-te.


LeoSodré

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Leonardo Sodré lança mais um livro, "Eu Juro!”

O jornalista Leonardo Sodré lança no próximo dia 05 de junho mais um livro. Desta vez, “Eu Juro!”, praticamente a continuação do seu primeiro livro solo, “Crônicas do Beco da Lama”, lançado em novembro de 2007, em Natal. O lançamento será no Clube dos Radioamadores (Engenharia), que fica na Rua Rodrigues Alves, Tirol, vizinho a Cidade da Criança, às 19h.

“É possível ler o livro de uma sentada. Possui 116 páginas e 45 crônicas do cotidiano boêmio de Natal, cidade conhecida por ter um poeta em cada esquina”, informou o escritor. “Meus livro surgem por acaso. O primeiro foi quase uma intimação do dono da Offiset Gráfica e meu amigo, Ivan Júnior, que reuniu algumas crônicas enviadas quase que diariamente para a lista de discussão na Internet do Beco da Lama - espaço virtual dedicado ao epicentro da boemia natalense, localizado no Centro Histórico de Natal”, sorriu Leo, como é mais conhecido. 

“Em 2007, Ivan Júnior me chamou para um encontro no Restaurante 294. Lá, entre um gole e outro, ele sacou a boneca do livro “Crônicas do Beco Lama” e me apresentou. Fiquei emocionado e o projeto foi um sucesso porque até o violonista Yamandú Costa, que acabara de fazer um show pelo projeto Pixinguinha, apareceu no Bardallos para dar uma canja ao lado de artistas da cidade como Camilo Lemos, Hilton, Sérgio Groove e Gilberto Cabral. E como tudo no Beco se mede pela birita, dá para dizer que o sucesso foi tanto... que acabou a cerveja do bar!”, lembrou Leonardo Sodré. “Quem salvou o bar e a festa foi o escritor Lívio Oliveira, que pegou o carro trouxe cheio de cervejas, que duraram até às cinco horas da madrugada”, completou sorrindo. Esse lançamento rendeu uma crônica muito bonita escrita por Hayssa Pacheco, que na época era editor de Cultura do extinto “Diário de Natal”.

Mário Barbosa

“Desta vez a História foi diferente. Reinaldo Azevedo (leia-se Banda Anos 60) me telefonou pedindo algumas crônicas para um livro que estava fazendo em homenagem a Mário Barbosa, do Bar do Mário, infelizmente falecido em setembro de 2013. Reuni as crônicas e mandei para Reinaldo, que por sinal assina uma das orelhas do livro, com uma cópia para o meu editor, Ivan júnior. Pronto! Nasceu “Eu Juro!”, que tem apenas a pretensão de registrar a boemia de Natal, cheia de histórias e Histórias engraçadas”, revelou Leonardo Sodré.

Um jornal em 2007 publicou: Paraibano de Campina Grande, não tem quem diga que Léo Sodré não é natalense. Nem ele mesmo. Tudo, veja só o paradoxo, por conta da água. “O problema é que minha mãe achava que criança só bebia leite materno. E passei os primeiros 30 dias de vida sem beber água. Só tomei quando cheguei aqui em Natal, um mês depois de nascido. Considero-me natalense”, disse rindo do destino.          

Na apresentação, orelhas e prefácio de “Eu Juro!” quatro amigos do jornalista e escritor: o professor Eduardo Henrique Cunha de Farias, a médica e poeta Simone Sodré, o músico e artista plástico Reinaldo Azevedo e a cronista e blogueira Mércia Carvalho. 

Serviço:
Lançamento: Clube dos Radioamadores (Engenharia)
Rua Rodrigues Alves, Tirol, vizinho a Cidade da Criança, em Natal
19h
Dia 05 de junho
Preço: 30 reais

domingo, 31 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA



Por Leonardo Sodré*

A Páscoa simboliza a derradeira aliança que Deus fez com os homens. 
Tempo de felicidade e de entender esse profundo amor, qualificado apenas como o "Amor de Deus", que transcende qualquer entendimento e que é apenas e simplesmente o "tudo". Se todos nesse mundo tivessem a ótica e a acuidade para entender isso estaríamos mais evoluídos, felizes, e em paz, pela felicidade do Mundo. 
Esse é o segredo, exaustivamente repetido: "Amar a Deus e si mesmo". 
Quem não se ama e não ama a Deus, não tem "feeling" para amar os outros.


*Jornalista e escritor

terça-feira, 29 de maio de 2012

PRESENTE NOTA 12

FOTO: CANINDÉ SOARES

Por
Leonardo Sodré

A conversa rolava solta na agência entre Mulher e Amiga. Para não variar os temas, sempre sobre moda, beleza, regime e sobre algumas pessoas. Mas, elas não falam de ninguém, apenas comentam. Neste dia de maio Mulher falava sobre a preocupação em comprar um presente de aniversário para a prima, porque estava sem dinheiro. Amiga não contou conversa e foi logo dizendo:

- Mulher, vamos lá ao bairro do Alecrim que tudo é barato, você vai ver...

- Mas, no Alecrim, Amiga? Retrucou Mulher. Eu nem sei andar no meio daquela confusão toda. Você sabe que meu negócio é shopping, a Oscar Freire de Natal – se referindo à avenida Afonso Penas, coisas de grifes. Você sabe como é.

- Besteira, Mulher. Vamos lá que ninguém vai saber e você compra um presente que vai fazer o maior sucesso.

E foram.

Já no bairro das coisas baratas, Mulher conseguiu rapidamente um estacionamento estratégico e como o carro era novo não se preocupou em ser reconhecida por alguém conhecido das baladas Vips que freqüenta semanalmente.

Entraram numa pequena loja que vendia de tudo, principalmente bijuterias e se encantaram com os preços. Mulher, em pouco tempo encontrou o presente que queria dar a sua prima, uma pulseira muito bonita por apenas doze reais. Comentou com Amiga:

- Amiga! Ela vai pensar que esta pulseira custou, no mínimo, cento e quarenta reais, pode acreditar.

Amiga não perdeu a oportunidade de tirar onda em cima da amiga, na frente da dona da loja:

- Tá vendo Mulher! E você cheia de preconceitos com o Alecrim...

Nesse ponto a dona da loja entra no assunto:

- Ora, minha filha - dirigindo-se a Mulher. Todos os dias vem gente chique feito você comprar coisas por aqui. Tem até dona de loja que compra roupa para vender mais caro no Plano Palumbo, sorriu divertida.

Quando chegaram, felizes, na agência, ainda comentavam as compras baratas que tinham feito e os colegas desconfiaram que tivesse rolado até compra de roupas na incursão alecrinense.

E, enquanto Mulher arrumava o presente, ainda preocupada em ter sido reconhecida andando naquelas lojas baratas, perguntei baixinho a Amiga quando iam voltar lá. Amiga abriu um sorriso e disse baixinho piscando o olho:

- Não diga a ninguém, mas eu acho que ela ficou viciada no Alecrim.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

E por falar em soberba...

Imagem Google

Leonardo Sodré
Jornalista

Foi elucidativo o editorial assinado pelo jornalista Carlos Alberto Barbosa no seu espaço jornalístico http://blogdobarbosa.jor.br , nesta terça-feira, 15, sobre a soberba do ex-prefeito pedetista Carlos Eduardo Nunes Alves, ao mesmo tempo em que o admoestava a vestir as sandálias da humildade, com o título “É preciso deixar a soberba de lado e calçar as sandálias da humildade”.

Barbosa lembrou bem quando escreveu: “Não existe prefeito em férias e tampouco uma eleição não é decidida com base em pesquisas de intenção de voto”. Isso, porque o antigo gestor da terra de Poti se acha eleito diante de algumas pesquisas que não refletem o desejo dos eleitores de Natal. O experiente deputado federal Henrique Alves (PMDB) disse na semana passada que 70% dos eleitores ainda não estão interessados nas eleições de outubro, afirmação feita com base nas mesmas pesquisas realizadas até agora.

Ao longo do editorial Barbosa evolui, de forma sucinta, aos trâmites que levaram as contas de Carlos Eduardo a serem analisadas e votadas – pela aprovação ou não – pelo plenário da Câmara Municipal de Natal, Casa de Leis que ele parece detestar e que agora bate de frente analisando a legitimidade daquele poder de julgar suas contas, atribuindo a isso a um complô “politiqueiro e arbitrário”, com se ele, tal qual um homem de ferro, fosse imune aos deveres de um ex-administrador.

Aliás, Carlos Eduardo revela-se inábil politicamente bem como lembrou o jornalista, dizendo que a sua revolta também atingia a outro candidato a prefeitura. “Carlos atinge também o pré-candidato tucano a sucessão municipal, deputado Rogério Marinho, ao declarar que ele (Marinho) teria externado sem reservas, durante a solenidade que concedeu o título de Cidadão Natalense ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), na última quinta-feira (10), que “trabalharia com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) para demover o vereador Ney Júnior (DEM) da ideia de se abster em votações sobre processos de desaprovação de contas”, escreveu o jornalista.

O editorial também recorda as acusações do ex-prefeito à Micarla de Sousa, que segundo ele estaria enviando auxiliares para pressionar o voto dos vereadores.

O fato é que o ex-prefeito Carlos Eduardo Nunes Alves demonstra, diante da soberba que exala, que está muito preocupado com a possibilidade real de não poder ser candidato a sucessão de Micarla de Sousa. As acusações contra alguns parlamentares da CMN e o fato de quase exigir a aprovação do relatório do Tribunal de Contas do Estado, ameaçando entrar na Justiça, caso seja impedido pela Câmara de disputar a eleição, soa como uma chantagem porque, afinal, o seu caso ainda não foi votado.

Barbosinha tem razão. O ex-prefeito precisa urgentemente calçar as sandálias da humildade.

domingo, 28 de agosto de 2011

PODE ENTRAR QUE A CASA É SUA

Pode entrar que a casa é sua

Leonardo Sodré
Jornalista e escritor

            Pode entrar meu amor. A casa é sua. Mas, eu não tenho casa, nem tenho nada e restou-me apenas um coração irregular que bate nas medidas inversas das minhas necessidades, mas que vez em quando chora comigo e é tão grande, meu amor, que lhe cabe por inteiro.

            Meu coração minha pequenininha, é seu. Sempre foi desde que o tempo é tempo e que as nuvens da criação se dissiparam no alento de um por do Sol vermelho da bondade de Deus, que ainda irrequieto preparava o futuro da humanidade que Ele ama e que às vezes deixa sofrer para que a dor seja compreendida.

            Pode entrar minha Mercinha. A casa é sua e todos os cômodos lhe pertencem assim como a minha vida, que lhe dedico em nome do amor. Não da paixão desmedida, daquelas que fazem sofrer e que atraem almas doentes para tentar excluir o amor, para separar o bem e valorizar o mau em nome de falsos sentimentos ou alegrias momentâneas.

            O sabor do fettuccine de hoje estava no seu olhar. No seu cheiro. Na sua pele, No seu jeitinho dengoso. Na sua alma conciliadora. Nas juras de amor que fizemos. No resgate de uma relação duradoura que irá superar todas as dificuldades. Sem olhar pelo retrovisor das mágoas. Vivendo o futuro desse amor maduro.


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