domingo, 11 de agosto de 2019

QUERIDO PAPAI


Meu pai Ruy de Carvalho
Hoje, data em que se comemora o dia dos pais, quero mais uma vez lhe reafirmar o meu amor e falar da minha saudade. A sua ausência, como bem definiu o poeta, é um estar em mim, preenchida pelas lembranças reconfortantes com as quais sorrio, choro, danço e vivo, como você tão bem me ensinou.
Às vezes, quando a saudade aperta e me pego mergulhada em pensamentos recordando das tantas coisas – principalmente as boas – que vivemos juntos, volto no tempo e revivo cada detalhe dos nossos momentos, acabo sempre com os olhos cheios d’água e um sorriso nos lábios pelo privilégio de ser você o meu pai.
Sorrio cada vez que lembro, quando eu era criança, e ouvia você bradar Maria Mércia, puxando pelo R, no lugar do Mercinha de costume, eu “tremia na base”, sabia que havia “pisado na bola”. Aliás, bastava um olhar seu, com aqueles olhos azuis que nem duas bolas de gude, para que qualquer um de nós ficássemos parados no lugar.
Sorrio a cada lembrança das nossas viagens ao sítio, principalmente quando me tornei “sua chofer” e dirigia a sua ELBA, xodó de todos os seus xodós. Coitada de mim quando colocava sacos de fertilizantes, estrumo e sal grosso no porta- mala e você ia de cara amarrada até lá, reclamando que eu estava acabando com “sua bichinha” e a “zuada” sempre terminava no destino final com um sonoro “eu lhe amo” de um para o outro.
Esse período foi o tempo que Deus nos deu para que nos tornássemos mais unidos. Nele pude conhecer melhor, além do pai, o menino que você fora e o homem que se tornara.
Saíamos sempre pela manhã, você a cantar sua música favorita “Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa do amor, por Deus esculturada e formada com ardor da alma da linda flor de mais ativo olor, que na vida é preferida pelo beija-flor....” e feliz por estar indo a sua terra e pedaço de chão favorito, o seu sítio.
Quando não cantávamos, conversávamos.
Você me falava da sua infância, do seu temor pelo seu pai, da bondade de sua mãe - de quem tenho orgulho de ter herdado o nome – e dos seus irmãos. Falava da sua juventude, das suas aventuras, dos seus amores e dos seus dissabores vida a fora. Falava de nós, os seus filhos, cada qual do seu jeito, com defeitos e virtudes. Falava, também, do seu amor incondicional por nós.
Voltávamos sempre no final do dia, depois de “bater as sete freguesias”, como dizia mamãe, com o carro repleto de banana, coco seco, macaxeira, mamão, batata doce, jaca e o que mais encontrávamos para colher ou comprar, e você num gesto de bondade dividia com a vizinhança.
Conheci você, papai, como se pode conhecer alguém a quem amamos e respeitamos, assim como ele é, com virtudes e defeitos, fraquezas e gestos grandiosos – que só as pessoas grandes de espírito podem ter. Esse é você, meu pai, um homem sincero, honesto e digno.
Pelos laços que nos une, “sinto”, não me pergunte como, o quanto você é presente em mim. Lembrando as palavras que você sempre me dizia quando me abençoava: Deus lhe faça muito feliz! Sou aquela, papai, que seguindo o exemplo deixado por você, caminha na vida, semeando o bem, caindo, levantando, tentando ser uma pessoa melhor, sempre em busca de dias melhores, que com certeza virão. Isso é felicidade.
A você o meu amor, com saudade.
Sua filha,
Mércia

A cada pai, presente ou ausente, pais que são pais e mães, mães que são mães e pais, o meu carinho e respeito pelo seu dia.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

FELIZ DIA DOS AVÓS

Meus netos: Tomás e Nina
A arte de ser avó

“Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo…”

Raquel de Queiroz

terça-feira, 16 de julho de 2019

OS AMIGOS, AMIGOS.

Tela de Léo Sodré
Toda gentileza é uma declaração de amor. Gentil é aquele que passa pela vida do outro, toca-o com leveza onde ninguém mais pode ver!
(Mia Couto)

Vida afora garimpei amizades.
As de infância continuam lá no fundo da memória, bem guardadas como um tesouro escondido.
Outras vieram e se foram à mesma velocidade que chegaram.
Há aquelas amizades em que amigos para sempre seremos. São meios-irmãos, que viraram a família por você escolhida. Porque está além do laço consanguíneo, alicerçada na confiança, no respeito e com o coração. Na alegria de estar junto, no compartilhado - inclusive nos puxões de orelha –é um amor fraterno e gentil, cercado por cuidados delicados e dedicados, mas sem o ônus do ciúme.
É a amizade sensata, madura e pé no chão, onde não há necessidade de inventar desculpas, nem esconder tristezas, muito menos as rugas e as agruras da vida. De se mostrar por inteiro, desnudando a alma, pensamentos e sentimentos. Pois os amigos são solidários uns com os outros na alegria e na dor, até mesmo quando em um embate, nos mostram a verdade que teimamos em não enxergar, para que saiamos da mesmice e possamos juntos crescer.
E há, ainda, aquelas amizades que surgem ao acaso, do nada, cultivadas pelo afeto e pela gentileza, lhe motivando a ser melhor, transformando pessoas, que mal conhecemos, em verdadeiros amigos, confiáveis e estimulantes.
Há quem diga que os amigos são melhores que os amores - tive a sorte de encontrar no amor que tive o melhor dos amigos – acredito que a base do amor está na amizade, ela é o que de mais importante temos em nossas vidas. Ela nos torna solidários e melhores. E, em se tratando de afeto, sendo uma escolha sem interesses ou segundas intenções, lhe preenche e se faz grande na reciprocidade.
Ninguém encontra seu caminho sem se perder várias vezes.
Vida afora garimpei amizades.
Hoje sei dos tesouros guardados.
Vida afora plantei as minhas sementes.
Hoje sei as que germinaram.
Conto nos dedos os poucos e bons amigos que tenho. E sei que sempre estarão ao meu lado, independente das minhas decisões ou escolhas – mesmo em algumas vezes discordando - mas me respeitando e me aceitando como sou. Irmanados, para que juntos cresçamos e nos tornemos cada vez maiores e melhores, como o verdadeiro amor.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

LUCINHA, 25 ANOS

“SOU ONDA SOLTA...Tão forte como me imaginam fraca”.

Assim se auto define minha filha Lucinha que hoje completa 25 anos. E eu, como mãe, complementaria: é a artista da família.
Artista sim, porque ela estudou teatro e a atriz que havia nela, desabrochou.
Lembro da primeira vez em que a vi atuando, pensei: Essa não é a minha menina. À minha frente estava uma outra Lucinha, a qual eu não conhecia e nem sabia que existia.
Mas as minhas descobertas não pararam por aí. Descobri a Lucinha poeta. Sim, uma poeta de versos saídos das suas entranhas, externando seus pensamentos, dores e sofrimento numa poesia densa, amarga, triste e erótica, muitas vezes.  Incentivei-a a continuar. Mas, igual a onda como ela se define, sua veia poética vai e vem.
Sua dor maior se deu com a perda do pai. Aí vi toda a sua fragilidade no seu poema “Paterno” e o quanto foi difícil ela encarar a dor e recolocar os pés no chão.
É uma ativista engajada em defesa das minorias e militante política. E eu, como mãe, algumas vezes preocupada ou temerosa, deixo-a seguir em frente, desejando que a vida, assim como a sua auto definição, torne-a tão forte como quanto a imaginamos fraca.
Eis a minha Lucinha, filha do meio e a mais esperada. Um turbilhão de ideias, formas, pensamentos e sentimentos. Uma mulher linda, com um coração imenso e capaz de gestos extremados, uma criatura cativante de uma bondade tocante.
E eu, sua mãe, estou aqui para lhe apoiar, lhe amparar e lhe amar, incondicionalmente, por toda minha vida, desejando que essa onda solta um dia se transforme num mar sereno de águas calmas.
Com todo meu amor.

domingo, 30 de junho de 2019

Eu sou


“Você é aquilo que ninguém vê. Uma coleção de histórias, estórias, memórias, dores, delícias, pecados, bondades, tragédias, sucessos, sentimentos e pensamentos. Se definir é se limitar. Você é um eterno parênteses em aberto, enquanto sua eternidade durar”. Machado de Assis

Eis-me aqui, festejando mais um ano, dos muitos anos, que a vida me deu a oportunidade de viver o novo, crescer e amadurecer.

Àquela época, achava eu, que havia perdido o rumo. Estava sem o meu norte.

Mas, o tempo... ah, o tempo! Ele me ensinou e me fez enxergar que perder dói, e como dói, você chora, você sofre. Logo eu, que sempre achei que a pessoa a quem amamos tem que ter o seu espaço, tem que ser livre. Livre pra pensar, amar, respeitar, valorizar e escolher entre o ir e o ficar. Perdi.

Estava em mim a decisão entre o desistir e lutar. Lutei. Doeu para não doer nunca mais.

De repente você descobre que mesmo dolorida a vida é para ser vivida, é preciso somente reinventá-la e dela não desistir. Afinal, o sofrimento que me derrubou me fez crescer. O que para mim fora uma perda, o tempo me fez ver que, na realidade, foi um ganho.

O tempo me permitiu enxergar que na vida, além de sofrimento, traições e injustiça, havia docilidade em viver, foi preciso coragem para arriscar e humildade para aprender, descobrindo prazeres novos nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, na companhia de amigos queridos, onde o importante é o ser - não importando o ter - porque o que tem valor conquista-se, com respeito, generosidade e reciprocidade, saboreando o bom, mesmo que de vez quando haja o enfrentamento do ruim, mas sem nunca perder o humor,  tendo esperança, numa constante busca em ser feliz.

Cresci. Refiz minha vida. Amei. Fui amada, valorizada e motivada a crescer. E, principalmente, me amei. 

Mas a vida também nos prega peças, nos traz perdas irreparáveis e essas não temos como nos prevenir. É a perda das perdas. Aprendi na dor e com a dor, que ela não pode ser sublimada, a minha resiliência me fez forte para enfrentar as agruras da vida me fazendo crescer, sem perder a doçura e sem deixar de ter esperança no que há de vir.

Amadureci. Hoje madura, sou o resultado das coisas vividas, dos amores que tive e que me tiveram, das minha escolhas, dos meus erros e acertos. Fazendo um somatório, apesar de tudo ou por causa de tudo, continuo ganhando a cada dia. Vivendo.

Sou a minha própria história.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Primeiro, não queremos perder

É lógico não querer perder.
Não deveríamos ter de perder nada:
Nem saúde, nem afetos, nem pessoas amadas.
Mas a realidade é outra:
Experimentamos uma constante alternância de ganhos e perdas.
Segundo:
Perder dói mesmo.
Não há como não sofrer.
É tolice dizer não sofra, não chore.
A dor é importante.
O luto também.
Terceiro:
Precisamos de recursos internos para enfrentar a tragédia e a dor.
A força decisiva terá que vir de nós, de onde foi depositada a nossa bagagem.
Lidar com a perda vai depender do que encontrarmos ali.
A tragédia faz emergir forças inimagináveis em algumas pessoas.
Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.
Quando é hora de sofrer não temos de pedir licença para sentir, e esgotar, a dor.
O luto é necessário, ou a dor ficará soterrada, seu fogo queimando nossas últimas reservas de vitalidade e fechando todas as saídas.
Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi é viver como ele gostaria que eu vivesse: bem, integralmente, saudavelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis.
Primeiro, não queremos perder.
Lya Luft

terça-feira, 21 de maio de 2019

Léo aos 6.5



Hoje, 21 de maio, você estaria completando 65 anos.

Me pergunto: Por que os bons vão primeiro? Não tenho resposta. São os desígnios do criador. Acredito eu.

E você se foi. Mas deixou arraigado em mim as lembranças do nosso amor maduro, que me impulsiona a ir em frente, tentado me tornar uma pessoa melhor. Sua missão foi cumprida.

Foi preciso aprender a só ser. Não sofro por isso. Não existe ausência na saudade. E ela, a saudade, será sempre celebrada com uma lembrança, das tantas boas lembranças do que juntos vivemos. Isso me fortalece.

O que foi nosso, continua sendo nosso. Nos pertence. Os nossos projetos sonhados e realizados. A nossa casa da Barra Pequena. Os nossos amigos. Os nossos amigos-irmãos. Os nossos filhos. Os nossos filhos do coração. O nosso cão Xexéu, amigo e fiel escudeiro. Até o nosso Galo Hermilo, continua lá no nosso quintal esperando por mais um carnaval.

Hoje tenho a lhe agradecer pelo que vivemos com a certeza de que “O amor não pede, tem. Não reivindica, consegue. Não percebe, recebe. Não exige, oferece. Não pergunta, adivinha. Existe para ser feliz”.






Amor Maduro
Por Leonardo Sodré

Há quem possa dizer que todo amor, por passar pelos estágios da atração e da paixão, é maduro. Penso que ele, o amor, vai amadurecendo na medida do tempo. Quando é respeitoso, cúmplice, cresce e se transforma em algo tão prazeroso que não cabe somente no casal. Contagia, torna-se bonito de ver porque transmite, sobretudo, paz e serenidade. O escritor Artur da Távola bem o definiu: “O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas silencioso. Não é menor em extensão. É mais definido colorido e poetizado. Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento. O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu, mesmo tento ficado para depois, vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.”

A definição de Artur da Távola poderia encerrar a crônica pela riqueza da definição sobre o amor maduro. Entretanto, devo confessar o amor maduro que começa na idade madura, e não o amor que amadurece naturalmente. Um história real de um amor que nasce entre duas pessoas que há muito não se via e que se encontram durante um tempo de solidão e alguns sofrimentos. Amor que se sobressaia de uma antiga amizade e que brota tão puro, tão sincero que dá a impressão de existir a muitos anos.

Esta é a sensação do meu amor maduro. Encontrado por acaso numa noite morna de uma quarta-feira estrelada. Teria sido um acaso ou uma providência? Creio na providência, na cumplicidade de Deus, que permitiu que duas pessoas solitárias pudessem se encontrar para uma nova vida. Também, por causa do desdobramento poético e tranquilo desse encontro que nos uniu de forma tão intensa. Porque amar é buscar a simplicidade do sentimento, sem inibições, subterfúgios, mentiras. Amar é simplesmente se deixar levar pelo equilíbrio de dar e receber, sem cobranças.

O amor maduro tem problemas?

Claro que tem. Os problemas oriundos da felicidade, aqueles que buscam encurtar soluções. Pequenas ansiedades dos casais que querem sempre estar juntos. Que não se imaginam sozinhos. Mas, eles são debatidos e se tornam mais fáceis de serem resolvidos e muitos se tornam sementes de soluções, porque terminam por inspirar novos momentos intensos de companheirismo, porque o amor maduro é amor companheiro, solidário.

Um abraço, um beijo dos que vivem o amor maduro os levam ao Céu. Passeio nas nuvens com a amada, sensações conhecidas que levam a um prazer tão intenso que palavras não conseguem descrever. Orgulho da amada, que brota pequenina nos meus braços de saudades.

Mas, para viver um novo amor na maturidade, depois de passar por outros amores e de ter vivido muitas frustrações e desencantos, requer coragem. Muita coragem para sair do “mesmismo” da vida e enfrentar a nova possibilidade de ser feliz, sabendo que em qualquer relação problemas existem. Que a outra pessoa também tem defeitos e que eles podem lhe incomodar. Requer vontade de aceitar o bom do outro e deixar que o coração ame sem medidas. Que apenas ame.

E, despido dos medos e ao lado do meu amor maduro, vejo o mundo em novas cores. Compreendo a serenidade do amor e me quedo diante da sua bondade. Bondade corajosa, exprimida nos mínimos detalhes do que faz para agradar, sem nem pensar nisso. Faz pela inércia do amor. Sem perceber que os seus gestos e atitudes falam poeticamente: Amo-te.

domingo, 21 de maio de 2017

Quero dizer porque te amo


Léo e Mércia

Meu Léo aos 6.3

Hoje 21 de maio, o Céu está em festa. É o seu aniversário! 
É uma festa diferente, Divina, junto ao seu pai e ao seu filho. Pois você foi um homem bom, amigo e justo. Um homem de Deus e a Ele temente.
Hoje, reafirmo o meu amor e, em resposta a Crônica que eu não deixei, à época você publicar, “Quero dizer porque te amo”.
Continuo lhe amando Leozinho, porque o nosso amor maduro vai além do tempo e não existe ausência porque você faz parte da minha essência. Você continua e sempre continuará comigo. Continua o meu companheiro, meu amigo e o meu amor. Continuo sonhado os seus sonhos - nossos sonhos - rindo feliz com as nossas lembranças. E essas, nada nem ninguém as tirará de nós, serão para todo o nosso sempre.
Amo você, feliz aniversário!


Quero dizer porque te amo
Leonardo Sodré

Havíamos conversado muito naquela noite de domingo. Eu estava ávido pela sua presença, desejando ver o seu rosto, sentir o seu cheiro, pegar em suas mãos... Queria senti-la, abraçá-la e partilhar com ela nossas saudades e os bons momentos que vivemos durante alguns poucos anos. É verdade que já não éramos mais os mesmos. Muitos problemas tinham acontecido. Muitos males rondaram nossa relação e confesso já ter começado a perder a esperança de uma reconciliação. Mas, enquanto sobravam insatisfações de ambos os lados, o misterioso amor não cessava de apalpar nossos corações e de, certeiramente, colocar dúvidas na tez de nossa realidade. O infinito amor agia.

Despedimo-nos com um abraço de paixão e com compromissos firmados em torno de um futuro melhor. ‘Meu Deus! Exultei. Ajude-me a ser como prometi, não deixe que eu não seja o que eu não quero ser’, roguei. De imediato pareceu-me ver a figura de Paulo de Tarso ensinando: “Eu não faço o bem que quero, mas o mal que eu não quereria”. Roguei novamente. ‘Meu Deus, me livre do mal, do desamor, não deixe que eu a decepcione nunca mais’. Eu acho que ele me ouviu.

Chego ao quarto e vou ver um filme pensando no meu amor. De pronto uma cena onde um rapaz diz a namorada: “Quero dizer porque te amo”. Ora, pensei, jamais disse ao meu amor porque a amava. Mas eu quero dizer. Não basta o olhar? Não. Não bastam as atitudes? Acho que não. Não basta apenas dizer: eu te amo? Para mim não, me obriguei.

O que eu queria dizer a ela neste momento é que não importa os cinco minutos os 50 anos que possamos estar olhando um para o outro. Quero dizer a ela que a amo porque sem ela eu não conheceria o amor. Que tenho sua imagem no meu coração dia após dia, que não me importaria em morrer tendo apenas como legado essa mesma imagem. Quero dizer a ela que a amo porque encaro o tempo das nossas presenças do jeito que ela me amou. E que precisamos apenas de um pouco de tempo. É tudo o que precisamos.

Quero dizer porque te amo porque vejo sua ‘fotografia’ espalhada em tudo o que toco. No chão que ando, na mesa, em todo canto. Sua presença é tão importante que o seu sentir é o meu sentir e magicamente estamos tão próximos que as distâncias se encurtam. Quero dizer porque te amo! Sim, quero dizer! Gritar e espalhar as razões do meu amor. Da sua constante presença, do seu olhar, enfim dessa simbiose cósmica que nos une, apesar de termos enfrentado tantos problemas.

Quero dizer porque te amo de tantas formas e de tantas maneiras que sinto falta de não ser poeta e de poder dizer poeticamente ou justificar que o meu coração lhe pertence e que minha vida é totalmente sua. Por isso te amo. Pertenço-te.


LeoSodré

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Que a vida ensine

Imagem Google



"Que a vida ensine que tão
ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la.
Que o abraço abrace.
Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe.
Verde. Como a esperança.
Pois, do jeito que o mundo vai,
dá vontade de apagar e começar tudo de novo..."


Artur da Távola

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO

Imagem Google

COISAS A DESEJAR

Caminha placidamente por entre o ruído e a pressa, e lembra-te da paz que existe no silêncio.
Tenta, na medida do possível, estar de bem com todos.
Exprime a tua verdade com tranquilidade e clareza.
Escuta quem te rodeia, inclusive as pessoas desinteressantes e incultas; também elas têm uma história para contar.
Evita gente conflituosa e agressiva que tanto mal faz ao espírito. Se te comparares com os outros poderás tornar-te amargo ou arrogante, pois haverá sempre alguém melhor e pior que tu.
Regozija-te com as tuas conquistas e os teus projetos.
Mantém vivo o interesse pela tua carreira por mais humilde que seja; é um verdadeiro bem, nesta época de constante mudança.
Sê prudente nos teus negócios – o mundo está cheio de armadilhas. Mas não feches os olhos à virtude que existe em teu redor, nem às pessoas que defendem os seus ideais e lutam por valores mais altos – a vida está cheia de heroísmo.
Sê tu próprio. Acima de tudo, não sejas falso, nem cínico em relação ao amor que, face a tanta aridez e desencanto, se mantêm perene como uma haste de erva.
Aceita com serenidade a passagem do tempo, sabendo deixar graciosamente para trás as coisas da juventude.
Cultiva a força de espírito, para te protegeres de azares inesperados. Mas não te atormentes a imaginar o pior. Muitos medos nascem do cansaço e da solidão.
Mantém uma autodisciplina saudável mas sê benevolente contigo mesmo, és um filho do Universo, como as árvores e as estrelas. Tens todo o direito ao teu lugar no mundo. Poderá não ser claro para ti, mas a verdade é que o Universo está a evoluir como previsto. É importante, assim, que estejas em paz com Deus, seja qual for a tua concepção d’Ele, e em paz com a tua alma, sejam quais forem os teus anseios e aspirações no ruidoso tumulto da vida. Apesar de todos os enganos, dificuldades e desilusões, vivemos num mundo bonito.
Alegra-te. Luta pela tua felicidade.


Desiderata, 1927. Max Hermann

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PÉROLA


"O espetáculo Pérola é o resultado de um ano de pesquisa que teve como base depoimentos de 26 mulheres que foram torturadas dentro e fora dos porões do DOI - CODI / DOPS”.
Os anos de chumbo, o regime militar, a ditadura no Brasil. Será que tudo isso acabou? E a mulher que foi torturada nessa época, há alguma diferença entre a mulher que é torturada hoje? O que te tortura MULHER? Esse trabalho tem como tema principal as mulheres que foram torturadas na ditadura militar no Brasil, que aconteceu entre os anos de 1964 a 1985. O objetivo desse trabalho é tentar através do teatro não somente recontar um período “sujo” da história do Brasil, mas mostrar especificamente essas mulheres que sofreram e que lutaram por um país melhor para os seus filhos. O que te torturou e o que te tortura mulher?

DIREÇÃO:
Hyago Pinheiro

ELENCO:
Claudiene Lima,
Lúcia Freire
Pedro Fasanaro
Stéfano Alves Alves
Thuyza Fagundes

MÚSICO:
Nicholas Marcelino

PRODUÇÃO:
Fernando Faria

SERVIÇO
ESPETÁCULO PÉROLA
ONDE: IFRN da cidade alta
Avenida Rio Branco, 743, 59025-002 - Natal (Rio Grande do Norte)
QUANDO: 29 e 30 de novembro
HORA: 19H
VALOR : R$ 15,00 .

AS SENHAS só serão vendidas ANTECIPADAMENTE e com um número LIMITADO de pessoas por DIA. Para contato ligue: (084) 96246557.

COMPRE LOGO O SEU INGRESSO!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Quinta edição da Revista Grande ponto começa a ser distribuída nesta quinta, 14

            A quinta edição da Revista Grande Ponto, que vem contando um pouco da História de Natal, começará a ser distribuída nesta quinta-feira, 14, às 19h, no Clube de Radioamadores e Engenharia, que fica na Avenida Rodrigues Alves, ao lado da “Cidade da Criança”, no Tirol, em Natal.

Neste número o leitor poderá desfrutar de uma entrevista ao mestre Ariano Suassuna, por Racine Santos, em 2005. Há pouco tempo o autor da frase “Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa”, mudou-se para o andar maior.

            Vai conhecer também vai conhecer um pouco da História do Capitão José da Penha, um valoroso militar do começo do século passado que combatia tenazmente as oligarquias, marca registrada dos governos nordestinos.

            A esposa de Felipe Camarão, Clara Camarão, também está presente neste número. Ao lado do marido notabilizou-se na luta pela expulsão dos invasores holandeses. Tanto ela, como Felipe, nasceram na velha aldeia de Igapó. Depois da morte de Felipe, levou uma vida simples na aldeia até morrer.

            Você sabia que Natal já teve pena de morte?

Teve sim, e durante aquele tempo cinco pessoas foram sentenciadas. Quatro foram executadas e uma fugiu para nunca ser encontrada. Veja os detalhes em texto primoroso. (LS).


Foto: João Maria Alves

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Leonardo Sodré lança mais um livro, "Eu Juro!”

O jornalista Leonardo Sodré lança no próximo dia 05 de junho mais um livro. Desta vez, “Eu Juro!”, praticamente a continuação do seu primeiro livro solo, “Crônicas do Beco da Lama”, lançado em novembro de 2007, em Natal. O lançamento será no Clube dos Radioamadores (Engenharia), que fica na Rua Rodrigues Alves, Tirol, vizinho a Cidade da Criança, às 19h.

“É possível ler o livro de uma sentada. Possui 116 páginas e 45 crônicas do cotidiano boêmio de Natal, cidade conhecida por ter um poeta em cada esquina”, informou o escritor. “Meus livro surgem por acaso. O primeiro foi quase uma intimação do dono da Offiset Gráfica e meu amigo, Ivan Júnior, que reuniu algumas crônicas enviadas quase que diariamente para a lista de discussão na Internet do Beco da Lama - espaço virtual dedicado ao epicentro da boemia natalense, localizado no Centro Histórico de Natal”, sorriu Leo, como é mais conhecido. 

“Em 2007, Ivan Júnior me chamou para um encontro no Restaurante 294. Lá, entre um gole e outro, ele sacou a boneca do livro “Crônicas do Beco Lama” e me apresentou. Fiquei emocionado e o projeto foi um sucesso porque até o violonista Yamandú Costa, que acabara de fazer um show pelo projeto Pixinguinha, apareceu no Bardallos para dar uma canja ao lado de artistas da cidade como Camilo Lemos, Hilton, Sérgio Groove e Gilberto Cabral. E como tudo no Beco se mede pela birita, dá para dizer que o sucesso foi tanto... que acabou a cerveja do bar!”, lembrou Leonardo Sodré. “Quem salvou o bar e a festa foi o escritor Lívio Oliveira, que pegou o carro trouxe cheio de cervejas, que duraram até às cinco horas da madrugada”, completou sorrindo. Esse lançamento rendeu uma crônica muito bonita escrita por Hayssa Pacheco, que na época era editor de Cultura do extinto “Diário de Natal”.

Mário Barbosa

“Desta vez a História foi diferente. Reinaldo Azevedo (leia-se Banda Anos 60) me telefonou pedindo algumas crônicas para um livro que estava fazendo em homenagem a Mário Barbosa, do Bar do Mário, infelizmente falecido em setembro de 2013. Reuni as crônicas e mandei para Reinaldo, que por sinal assina uma das orelhas do livro, com uma cópia para o meu editor, Ivan júnior. Pronto! Nasceu “Eu Juro!”, que tem apenas a pretensão de registrar a boemia de Natal, cheia de histórias e Histórias engraçadas”, revelou Leonardo Sodré.

Um jornal em 2007 publicou: Paraibano de Campina Grande, não tem quem diga que Léo Sodré não é natalense. Nem ele mesmo. Tudo, veja só o paradoxo, por conta da água. “O problema é que minha mãe achava que criança só bebia leite materno. E passei os primeiros 30 dias de vida sem beber água. Só tomei quando cheguei aqui em Natal, um mês depois de nascido. Considero-me natalense”, disse rindo do destino.          

Na apresentação, orelhas e prefácio de “Eu Juro!” quatro amigos do jornalista e escritor: o professor Eduardo Henrique Cunha de Farias, a médica e poeta Simone Sodré, o músico e artista plástico Reinaldo Azevedo e a cronista e blogueira Mércia Carvalho. 

Serviço:
Lançamento: Clube dos Radioamadores (Engenharia)
Rua Rodrigues Alves, Tirol, vizinho a Cidade da Criança, em Natal
19h
Dia 05 de junho
Preço: 30 reais

quarta-feira, 21 de maio de 2014

LÉO AOS 6.0

Leonardo Sodré

Por
Mércia Carvalho


Léo agora é SEXY!

Foram precisos 21.900 dias de rodagem, numa viagem rápida do tempo, para que ele estreasse uma idade nova. Idade que não tem nome, porque ele tem todas as idades ao mesmo tempo, como se o tempo não existisse. 

Na juventude teve seus filhos.

Com a maturidade aprendeu o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes e a bondade com os maldosos.

Em algum momento na virada do tempo veio à serenidade, a tranquilidade e a calma. Plantou sua árvore e escreveu seus livros. 

Para a vida não lhe faltam projetos.

Independente de tudo, leva a vida com humor e alegria.

De repente se tornou SEXY... E, dentro dele, existe uma pessoa jovem tentando entender como e o que é ser SEXALESCENTE.




terça-feira, 29 de abril de 2014

VAIDADE

Florbela Espanca*

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo…
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho… E não sou nada!…



*Livro de Mágoas, in Poesia Completa

sexta-feira, 14 de março de 2014

COMUNICADO IMPORTANTE

Comemoração do Dia da Poesia é transferida para o Teatro de Cultura Popular devido às chuvas
A terceira edição da Revista Grande Ponto será lançada às 18h30, durante as comemorações do Dia Nacional da Poesia, no mesmo local, ao lado da Fundação José Augusto. A publicação que vem contanto um pouco da História de Natal enfoca vários assuntos importantes da cidade.

A programação preparada especialmente pelo Governo do Estado, através da Secretaria Extraordinária de Cultura e Fundação José Augusto, para o Dia Nacional da Poesia, vai acontecer durante o dia e a noite de hoje, 14 de março, no Teatro de Cultura Popular, anexo à Fundação José Augusto, à rua. Jundiaí, Tirol.

Recitais poéticos, debate sobre poesia marginal, com Leila Míccolis e Clara de Góes, lançamento da coletânea 15 Poetas do RN, shows musicais com Artur Soares e Os Chicos serão realizados no Teatro de Cultura Popular, situado à rua Jundiaí, Tirol, ao lado da Fundação José Augusto. Todas as atividades são abertas ao público.

Um dos pontos altos da programação do dia de hoje, no Teatro de Cultura Popular, será o bate-papo, às 17h, com as escritoras  Leila Míccolis e Clara de Góes, que conversarão sobre “poesia marginal” na mesa com Plínio Sanderson, Aluízio Mathias, João Batista Morais Neto (João da Rua) e Eduardo Alexandre. As duas convidadas são muito respeitadas no meio intelectual, e Clara é norte-rio-grandense, embora seja radicada no Rio de Janeiro.

E MAIS – Lançamento do livro “15 Poetas do RN”, com os vencedores e as menções honrosas do Concurso Luís Carlos Guimarães 2013, recital poético com Civone Medeiros, shows musicais com Os Chicos (projeto paralelo dos cantores Rafael Barros e Tiago Landeira, da Camerata de Vozes, interpretando sucesso de Chico Buarque) e Artur Soares, que faturou três estatuetas do Prêmio Hangar 2013.   




quinta-feira, 13 de março de 2014

Revista Grande Ponto será lançada no Dia da Poesia, sexta-feira, 14, na Pinacoteca do Estado


 A terceira edição da Revista Grande Ponto será lançada nesta sexta-feira, 14, às 18h, durante as comemorações do Dia Nacional da Poesia, na Pinacoteca do Estado, no Centro Histórico de Natal. A publicação que vem contanto um pouco da História de Natal enfoca vários assuntos importantes da cidade.

Durante décadas escutamos e vimos publicações que o único interesse do governo americano em se instalar em Natal durante a 2ª Grande Guerra Mundial teria sido por causa da localização geográfica da cidade com relação ao continente africano. Não era bem assim. Mércia Carvalho pesquisou e descobriu que os americanos tinham outras opções e Natal foi escolhida porque, somado a essa condição, tinha também salubridade. Ou seja, era uma cidade totalmente saneada desde 1939 e servia de modelo para todo o País. A última guerra de trincheira também contabilizava muitas mortes por doenças...

O Aero Clube, segundo matéria do Jornal A República voltava-se para  “a sociedade de alta distinção e elegância”. Gabriela Siqueira conta um pouco da História desse clube criado em 1928, até hoje em funcionamento no bairro do Tirol, apesar de estar completamente desfigurado com relação a sua arquitetura original.

Rosário
Conheça uma pouco da Igreja do Rosário, da Irmandade dos Negros, pela visão histórica e atual de Luís da Câmara Cascudo, que a descreve no seu livro A História da Cidade do Natal “como pequenina, pobre, com sua torrezinha quadrada, sua imposta no frontão, ao gosto melancólico dos velhos oratórios, e que passa sem registro nas crônicas de outrora...”

Serviço
Revista Grande Ponto
Praça Sete de Setembro, SN, Pinacoteca do Estado
Dia Nacional da Poesia, 14 de março de 2014, ás 18h
Distribuição Gratuita
Patrocínio: Cosern





domingo, 9 de março de 2014

Mamãe, 80 anos...

Mamãe e sua "trupe": Regina, Lúcia, Mércia, Katherine e Joaquim

Ela se chama Ody - só não sei onde vovô Hermeto e vovó Beatriz arranjaram esse nome – mas, para quem a conhece de perto também atende pelo apelido carinhoso de Miminha. 

Era a “Gatinha Manhosa” de vovô, que sempre a protegia por ela ser uma menina magrinha que de tão magrinha era chamada de “gata seca” pelos irmãos. 

E, finalmente, para papai ela era a sua “pretinha”...

No São João de 1954 “fugiu” com papai e constituíram uma família. 

E que família! 

Foram cinco filhos: Katherine, a quem chamamos de Kaita ou Katraca; Eu, Mércia, a Nanica, pela minha grande estatura; Regina, a famosa Maga Patalógica com seus cabelos escorridos e os olhos de milagre; Joaquim, seu único filho homem, conhecido por todos como Quinca e para nós irmãos como Canga de Burro e, finalmente, a caçula Lúcia, que se autonominava de Lucitalma, cujo apelido Gavião Malvado lhe caia como uma luva, pela doçura de criança que era. 

Mas, também vieram os afilhados, nossos irmãos mais velhos por parte de pai: Henrique, Neto e Virginia, que mamãe acolheu como filhos e a quem todos eles chamavam de madrinha. 

E, com essa trupe “dos seus e dos nossos”, como em um circo em constante espetáculo, fomos criados sob os seus cuidados, carinho e proteção, com nossas alegrias, risadas, brincadeiras, brigas, divergências, passeios, festas, sempre com muita dança e união. 

E como fomos felizes, mamãe!

Dei-lhe a primeira neta: Milena, e depois Lucinha e Eduardo, dei também o primeiro bisneto, Tomás, hoje com cinco anos. 

Regina lhe deu Beatriz e Rafael. 

Quinca lhe deu Pedrinho, Juliana e Maria Clara e;

Lúcia lhe deu Breno, Natália e Iure. 

Portanto, mamãe, está nas mãos dos seus onze netos tratarem de providenciar os outros bisnetos, que não sei quando, mas hão de vir. 

Hoje, no dia em que você completa 80 anos, estamos todos aqui reunidos, seus filhos, seus netos, bisneto, seus irmãos, nora, genros, parentes e amigos para celebrar a vida, pela sua vida, com sua alegria que também é nossa, pedindo a Deus que lhe dê a saúde necessária para continuar com suas andanças pela “Europa, França e Bahia”, como diria o poeta Carlos Drumonnd, em paz e com alegria. 

E quem sabe arranjar um “noivo” pra desespero de Quinca...

Para nós, os filhos, você é a mãe. 
Que em sendo mãe será sempre querida e respeitada. 
Mas também é gente e, enquanto gente tem suas fragilidades, seus medos, suas angústias, seus erros e acertos, defeitos e virtudes.

E, neste dia 9 de março, se vivo estivesse, papai, com certeza, iria acordá-la com um sorriso nos lábios dizendo: 
- Bom dia minha preta, feliz aniversário!

A você mamãe, em nome de todos os filhos, com todo o nosso amor, feliz aniversário!




sábado, 8 de março de 2014

8 DE MARÇO - DIA DA MULHER


"A maturidade me permitiu olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade e querer com mais doçura."

Lya Luft



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...